A primeira colina: Morro do Castelo

“Escolhi um sítio que parecia mais conveniente para edificar nele a cidade de São Sebastião o qual sítio era de um grande mato espesso cheio de muitas árvores grossas em que se levou assaz de trabalho em as cortar e a limpar o dito sítio e edificar uma cidade grande cercada de muro por cima com muitos baluartes e fortes cheios de artilharia, e fiz a igreja dos padres de Jesus onde agora residem telhada e bem consertada”
(Mem de Sá)

Panorama do morro do Castelo visto da igreja da Glória, Richard Bate. 1809. (Biblioteca da Universidade de Cornell, EUA)

Desde que se tornou o núcleo da cidade recém fundada, em 1567, em seus primeiros anos de ocupação o Morro do Castelo foi fortificado para abrigar os colonos portugueses e resistir a qualquer tentativa de revide por parte dos franceses – aliados aos tupinambás – que haviam sido derrotados e expulsos da cidade. 

O Castelo ocupava, então, uma área de 184 mil metros quadrados. Sua altura chegava a 63 metros e o morro era limitado nos quatro cantos pelas atuais avenida Rio Branco (antiga avenida Central), ruas Santa Luzia, Misericórdia e São José. Foi cercado de muros e baluartes cheios de artilharia, seguindo a forma portuguesa de “cidades-acrópoles” ou seja, em áreas mais elevadas e fortificadas, a fim de favorecer a vigília e a defesa do núcleo urbano. No interior dos muros ficavam a Casa da Câmara, a cadeia, os armazéns reais e a igreja de Santo Inácio dos Jesuítas, junto ao Colégio da Companhia de Jesus e à Sé de três naves. 

Morro do Castelo tomado do morro de Santa Tereza, Friedrich Salathé. 1835. (Divisão de Iconografia/Fundação Biblioteca Nacional)

No sopé do morro, no Pontal de Santiago (depois Ponta do Calabouço), foi erguido o Forte de São Tiago e no topo foi construído o Forte de São Sebastião, que, visto de baixo, parecia um castelo medieval. Daí o nome Morro do Castelo. Estava definida, assim, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. 

Detalhe do panorama da cidade, Luís dos Santos Vilhena, 1775. No topo do Morro do Castelo, à direita, o forte de São Sebastião e, à esquerda, a Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas. (Divisão de Cartografia/Fundação Biblioteca Nacional)

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