Copacabana Palace

Encomendado pelo Presidente Epitácio Pessoa ao empresário Octávio Guinle para o Centenário da Independência, o Copacabana Palace só ficou pronto 11 meses depois depois da efeméride, em 14 de agosto de 1923. O projeto é do arquiteto francês Joseph Gire e teve grande parte do material importado, inclusive o cimento, trazido da Alemanha. Foi um marco na arquitetura e alterou para sempre a direção das construções em frente à praia que, até então, ficavam de costas para o mar.

Copacabana Palace em 1923. Fonte: Archtrends

Os Guinle já eram donos do luxuoso Palace Hotel no Centro do Rio e do Hotel Esplanada, em São Paulo. Octávio morava em uma das duas suítes presidenciais e geria o hotel de perto, fazia duas inspeções diárias para garantir a qualidade, cuidava de cada detalhe. Administrou-o sem trégua até a sua morte, em 1964, quando sua esposa, D. Mariazinha, assumiu o comando. Com a mudança da capital para Brasília e a concorrência de novos hotéis, o Copa entrou em crise e os herdeiros passaram a buscar alternativas. Em 1973, apresentaram uma proposta de derrubada do complexo para a construção de três prédios. Em 1980, nova tentativa, desta vez com um projeto do arquiteto Paulo Casé, felizmente todas malsucedidas. Em 1989, o prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional.

A piscina do Copacabana Palace foi inaugurada em 1934. Fonte: site Rio&Cultura

Seu restaurante, Bife de Ouro, fez história, muitos encontros e conchavos políticos aconteceram ali. Era nas varandas e salões do Copa que aconteciam os concursos de Miss Brasil e o 1° Miss Universo (1930). O Golden Room, inaugurado em 1938, assistiu à shows de grandes nomes como Ella Fitzgerald e Edith Piaf. O Teatro Copacabana abriu em 1949 com 500 lugares e serviu de palco para Cacilda Becker, Eva Wilma, Walmor Chagas e outros importantes artistas.

Seus bailes de Carnaval eram mundialmente famosos e atraíam muitas personalidades. O cassino, proibido poucos meses depois da abertura do hotel, voltou a funcionar entre 1933 e 1946, tendo Benjamin Vargas, irmão de Getúlio Vargas, como um de seus mais assíduos e problemáticos frequentadores, com direito a porte e “exibição” de armas.
Em 1989, o hotel foi adquirido por James Sherwood, foi reformado e continua reinando majestoso na Praia de Copacabana.

Baile de carnaval no Goldem Room, 1954. Fonte: site copacabana.com