Casa Roberto Marinho

Inaugurado em 2018 e instalado na antiga residência do jornalista e colecionador Roberto Marinho (1904–2003), o espaço oferece ao público a oportunidade única de apreciar um acervo de arte moderna brasileira em um ambiente de residência histórica preservada.

Parte do jardim da casa

Situado no Cosme Velho, na zona sul carioca, o bairro herdou o nome do mercador português Cosme Velho da Motta, que ali viveu no século XVI. Localizado em um vale aos pés do Morro do Corcovado, o Cosme Velho foi, durante séculos, um refúgio aristocrático e intelectual, tendo abrigado personalidades como Machado de Assis e Cecília Meireles.

A região é cortada pelo Rio Carioca, curso d’água de importância vital que deu nome aos habitantes da cidade. O rio atravessa justamente o jardim da propriedade, reforçando a conexão do instituto com a história geográfica e ambiental do Rio de Janeiro.

Foto de uma das exposições

A construção da casa iniciou-se em 1939 pelo engenheiro César Melo Cunha. O estilo escolhido foi o Neocolonial, inspirado no Solar de Megaípe (uma construção pernambucana do século XVII). Este estilo buscava uma identidade arquitetônica genuinamente brasileira, resgatando elementos do nosso passado colonial.

A residência foi cenário de importantes encontros culturais que reuniram nomes como Tom Jobim, Dorival Caymmi e Pixinguinha. Atualmente, o instituto abriga cerca de 1.400 obras, com destaque para mestres do modernismo como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari e Lasar Segall. O jardim, uma obra de arte à parte, foi projetado pelo renomado paisagista Burle Marx e harmoniza a arquitetura neocolonial com a exuberante vegetação da Mata Atlântica circundante.

Para se tornar um centro cultural, o interior da casa foi modernizado e adaptado para receber exposições de curta duração, salas de cinema e atividades educativas, mantendo, no entanto, a icônica fachada rosa que marca a paisagem do bairro.

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