Edifício Avenida Central

Inaugurado em 22 de maio de 1961, o Edifício Avenida Central, na Av. Rio Branco, 156 – representa um marco na arquitetura brasileira por seu pioneirismo no uso da linguagem modernista do arquiteto Mies van der Rohe e por ter sido foi o primeiro edifício do centro do Rio construído em estrutura metálica. No momento de sua inauguração, era o prédio mais alto da cidade, com seus 34 andares, 18 elevadores, 12 escadas rolantes e um heliporto.

Construção do Edifício Avenida Central. Fonte: Diário do Rio

Projetado pelo arquiteto Henrique Mindlin, o Avenida Central foi construído com uma estrutura de aço, alumínio e vidro, em substituição ao concreto armado. Outra inovação arquitetônica foi a base de quatro pavimentos e subsolo sobre a qual foi erigida a torre que abriga 1.061 salas. Com quase 200 lojas, a base é ocupada, desde a inauguração, por um centro comercial, hoje denominado Shopping Avenida Central, especializado na venda de equipamentos de informática e eletroeletrônicos.

Cerca de 160 mil pessoas, além das 14 mil que nele trabalham, circulam diariamente pelo prédio, que tem a seu lado, no Largo da Carioca, a mais movimentada estação de metrô do centro da cidade. Além de clientes e funcionários das lojas, restaurantes, escritórios e consultórios há os que apenas utilizam como passagem a galeria que vai do largo até a Avenida Rio Branco.

Edifício Avenida Central nos anos 1960. Fonte: Diário do Rio

No lugar do Edifício Avenida Central, antes havia dois símbolos da Belle Époque carioca, erguidos aos moldes da arquitetura eclética de influência europeia, o Hotel Avenida e a Galeria Cruzeiro. Nos anos 1950, o Hotel Avenida havia perdido muito de sua importância em função do vertiginoso crescimento da cidade e as novas referências arquitetônicas. Assim, em 1957, em decorrência das diversas políticas modernizantes empreendidas nos anos JK, a construção de concreto armado foi demolida para dar espaço ao que então era considerado símbolo da modernidade. Se nos anos anteriores a arquitetura clássica europeia representava a inovação, agora era o modelo estadunidense, com seus arranha-céus, que ganhava adeptos entre os engenheiros e arquitetos brasileiros.

Hotel Avenida nos anos 1920. Foto de Augusto Malta. Fonte: Instituto Moreira Salles