Museu Chácara do Céu

A antiga residência do empresário e mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894–1968), abriga a sede do Museu Chácara do Céu que combina um acervo artístico de valor inestimável com uma arquitetura moderna integrada à natureza, oferecendo uma das vistas mais espetaculares da Baía de Guanabara e do Centro da cidade.

Imagem retirada de https://pt.foursquare.com/v/ch%C3%A1cara-do-c%C3%A9u/4b058725f964a520088222e3

Situado no coração de Santa Teresa, o museu ocupa o ponto mais alto de uma propriedade de 25 mil metros quadrados conhecida como Chácara do Céu desde o século XIX. O bairro de Santa Teresa desenvolveu-se em torno do convento homônimo no século XVIII e, ao longo do século XIX e início do XX, tornou-se o endereço preferido da elite carioca que buscava ar puro e clima mais ameno, longe da agitação do porto.

A casa atual, inaugurada em 1957, substituiu o antigo casarão eclético da família. O projeto modernista de Wladimir Alves de Souza foi pensado para emoldurar a paisagem, criando um diálogo fluido entre o interior e o exterior. Os jardins, um espetáculo à parte, levam a assinatura de Roberto Burle Marx, que utilizou a flora nativa para criar percursos que serpenteiam a encosta, ligando a casa ao Parque das Ruínas.

Pintura de Candido Portinari “O sapateiro de Brodowski”

O acervo do museu reflete a curiosidade intelectual de Castro Maya e conta com cerca de 22 mil peças. Entre os destaques estão:

Coleção Brasiliana: A maior coleção privada de obras de Jean-Baptiste Debret no mundo, fundamental para entender o cotidiano do Brasil Imperial.

Modernismo: Trabalhos de mestres como Candido Portinari, Di Cavalcanti e Heitor dos Prazeres.

Arte Europeia: Obras de Modigliani, Picasso e Miró.Mobiliário e Raridades: A biblioteca do museu guarda volumes raros, enquanto a sala de jantar preserva o mobiliário original, permitindo ao visitante imaginar o estilo de vida cosmopolita de seu antigo proprietário.

Quadro de Jean Baptiste Debret

O museu também ficou marcado na história policial brasileira pelo ousado roubo ocorrido na sexta-feira de Carnaval de 2006, quando cinco obras de Picasso, Monet, Matisse e Dalí foram levadas por criminosos que aproveitaram a movimentação do bloco das Carmelitas para fugir. Infelizmente, as obras ainda não foram recuperadas.

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