Fazenda Santa Cruz

Um patrimônio cultural pouco conhecido na zona oeste da cidade, a Fazenda Imperial de Santa Cruz foi um marco para a história do Brasil e da família real.

A sede da Fazenda Real de Santa Cruz no fim do século XVIII. Wikimedia Commons

O casarão que hoje é a sede do Batalhão de Engenharia de Combate tem um passado repleto de acontecimentos históricos. A então sesmaria foi doada a Cristóvão Monteiro como recompensa por seus feitos junto a Mem de Sá contra as invasões francesas. Após a morte de Monteiro, grande parte da propriedade foi doada aos jesuítas que anexaram mais terras ao longo do tempo, levando a fazenda a ocupar uma imensa área de aproximadamente 40 léguas quadradas (932 km²) entre Guaratiba e a Serra da Matacães, em Vassouras. Com a expulsão dos jesuítas do Brasil, a imensa fazenda foi anexada ao patrimônio da Coroa.

A Ponte dos Jesuítas, erguida no séc. XVIII, passava sobre um canal construído para facilitar a irrigação das plantações. Wikimedia Commons

No início do séc. XIX, ela passou a ser usada por D. João VI como casa de veraneio e continuou a ser frequentada pela família real, mesmo depois de sua partida para Portugal. Com o passar dos anos, a Fazenda tornou-se uma das casas oficiais da realeza, passando a se chamar Palácio Imperial. Recebeu visitantes ilustres como Debret e foi lá também que se instalou o primeiro Conservatório de Música do Brasil.

Um pouco antes da Proclamação da República e nos anos que se seguiram, as vastas terras foram sendo ocupadas por posseiros, agricultores, pecuários e empresários.

Atualmente, a sede da Fazenda é ocupada pelo Batalhão Villagran Cabrita, criado em 1855, atual Escola de Engenharia (conhecido como Batalhão de Engenharia e Combate) e muito da sua história está se perdendo por causa da pouca importância dada aos monumentos históricos localizados nos subúrbios da cidade.

Aspecto atual da antiga sede da Fazenda de Santa Cruz, hoje abrigando o Batalhão Escola de Engenharia Villagran Cabrita. Wikimedia Commons