Do neoclássico ao eclético

A introdução do estilo neoclássico pelos integrantes da Missão Artística Francesa (1816) favoreceu o processo de “europeização” da cultura e da arquitetura cariocas. Esquemas simétricos que expressam clareza construtiva e simplicidade de formas a partir  do uso de elementos como frontões e colunas deram o tom da paisagem urbana na passagem da primeira para a segunda metade do século XIX. A tônica era o embelezamento e o uso de alvenarias, telhas, metais e vidros, além de detalhes decorativos. Os jardins se multiplicaram e a estética urbana ganhou relevo, com os sobrados e as casas térreas bem construídas atendendo aos interesses burgueses que tomavam conta da cidade. 

Entrada da Academia Imperial de Belas Artes. Rio de Janeiro, RJ. Imagem a partir da foto de Marc Ferrez, 1891. Domínio Público – Wikimedia Commons

Na década de 1870, começou a  transição do neoclássico para o eclético, um gênero arquitetônico que pensava no futuro e no progresso, a despeito de suas bases em tendências passadas. 

Além das modificações nos modos de construir, houve esforços no sentido de libertar as construções dos limites dos terrenos. Mantendo o alinhamento das ruas, as construções recuavam em uma das laterais e, assim, surgiam os jardins privados, com a função de ventilar e iluminar. A paisagem começava a se abrir para as luzes da Belle Époque.

Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 1912 circa. Autor: Marc Ferrez/ Coleção Gilberto Ferrez, Instituto Moreira Salles.
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