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Quem viu primeiro a Baía de Guanabara foi Gaspar de Lemos. O impacto da grandeza e o brilho do sol nas águas deslumbraram o navegador português em 1502. A perplexidade do achado talvez tenha bloqueado sua visão, fazendo com que ele imaginasse que a baía era um rio e lhe desse o nome de Rio de Janeiro, mês da descoberta. 

Panorama da entrada da baía, P. Reis, 1850c. (Divisão de Iconografia/Fundação Biblioteca Nacional)

Outros navegadores passaram por essas águas. Em 1519, Fernão de Magalhães confirmou que era uma baía e não um rio o que ele avistava e propôs então que fosse chamada de Baía de Santa Luzia. Em 1531, foi a vez de Martim Afonso de Sousa, que passou por aqui rumo à ilha de  São Vicente – no atual estado de São Paulo. 

Martim Afonso de Sousa (1490-1571), nobre e militar português. (reprodução)

Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, em viagem para o sul, também maravilhou-se com a baía e, em carta ao rei de Portugal, disse que aqui deveria ser criada uma “povoação honrada e boa” e acrescentou: “tudo é graça o que dela se pode dizer” (1553). 

Todas essas passagens foram deixando marcas na baía. 

Foi nesse cenário deslumbrante que nasceu, em 1565, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. 

Panorama de Sebastien Auguste Sisson, 1850c. (Divisão de Iconografia/Fundação Biblioteca Nacional)
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