Cine Vaz Lobo

Um dos cinemas mais tradicionais do subúrbio carioca, o Cine Vaz Lobo foi inaugurado em 1941 e contou com a presença da primeira-dama, d. Darcy Vargas. Ele faz parte de uma tradição esquecida do Rio de Janeiro: os cinemas suburbanos. Durante um tempo, vários bairros do subúrbio carioca, principalmente aqueles com estação de trem, possuíam seu cinema local. Maiores, menores, isso variava de bairro para bairro; mas eram caracteristicamente populares.

Inauguração do Cine Vaz Lobo, 1941. Acervo Instituto Histórico e Geográfico Baixada do Irajá

O cinema funcionava como um agregador social, o centro de sociabilidade do bairro. Gerava a circulação de pessoas e movimentava o comércio vizinho, facilitava a abertura de agências bancárias e lotéricas, era um chamariz para ambulantes e artistas de rua fazerem a festa, fazia a vida noturna local existir com vitalidade. Não havia um casal de namorados (ou de futuros namorados) do bairro que não tivesse no histórico um encontro naquele escurinho. Os cinemas locais traziam inclusão cultural, reforçavam os laços de amizade e expandiam a imaginação coletiva da comunidade. 

O tempo, no entanto, tratou de fechar suas portas. Em 1986, fechou sua grade na vertical de vez. Por pouco, o prédio, com “CINE VAZ LOBO” cravado em pedra, em sua fachada de estilo art-déco, não foi demolido pelas obras do BRT, já nos anos 2010. Foi a mobilização popular que impediu a destruição dessa relíquia; um gesto de resistência em defesa desse espaço de memória.

Foto: Cléber Júnior.

.

Patrocínios

.

Parceiros

Realização

Pular para o conteúdo