Angu do Gomes

Reza a lenda que tudo começou quando um imigrante português — chamado Gomes, evidentemente — teve a ideia de inserir um prato original no rol já muito diverso de comida de rua oferecida aqui e acolá, pelas esquinas da cidade. Corria o ano de 1955. Gomes lançou mão de sua receita familiar de angu, a massa cremosa feita à base de farinha de milho que já era sucesso na culinária carioca, encheu um panelão acoplado a um carrinho, e correu a cidade oferecendo a iguaria em pratos de latão. Verdade ou ficção, fato é que a moda pegou. A comida, ao mesmo tempo barata e saborosa, caiu no gosto da freguesia, e logo se multiplicaram as carrocinhas de angu.

Foto: Paulo Moreira – Carrocinha do Angu do Gomes – Agência O Globo

Dez anos depois dessa ronda de estreia, o filho de Gomes se associou a outro comerciante português e abriram um restaurante no Largo de São Francisco da Prainha, ampliando o número de carrinhos que distribuíam o angu do Gomes original – já que, vale lembrar, de cabo a rabo da cidade surgiram vendedores ambulantes, sem nenhuma ligação com o comerciante, que também chamavam seu produto de “angu do Gomes”.

Angu do Gomes na rua Sacadura Cabral – Site Angu do Gomes

O restaurante Angu do Gomes fechou as portas nos anos 1990, quando também foram recolhidas as carrocinhas. Sob a gestão de novos sócios, porém, reabriu há poucos anos, num novo endereço do Largo da Prainha.