Ponto Cem Reis
Esta placa integra o circuito Rota do Samba de Vila Isabel – Os Três Apitos.
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A era dos bondes na cidade iniciou-se em 1859, com a Companhia Carris de Ferro, ligando o Centro da cidade ao Alto da Boa Vista, na Tijuca, ainda com veículos movidos por tração animal. Em 1868, foi inaugurada a primeira linha regular do Rio de Janeiro. Ela foi criada por Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, empresário industrial, banqueiro, político e, por um tempo, o homem mais rico do Brasil; por Charles Greenough, que foi anteriormente o engenheiro-chefe e gerente de uma linha de bondes nos Estados Unidos; e Thomas Cochrane, médico escocês e um dos pioneiros da homeopatia no Brasil.
Mais tarde, em 1871, João Batista Vianna Drummond, empresário mineiro e futuro Barão de Drummond, fundou a Companhia Ferro Carril de Vila Isabel. Em fevereiro de 1872, Drummond solicitou ao Ministro da Agricultura, Teodoro Machado Pereira da Silva, a implantação da linha de bondes que iria do centro cidade à Fazenda do Macaco, adquirida por Drummond naquele período. Em 1873, foram inaugurados sete quilômetros de linha, e a instalação dos trilhos e o funcionamento dos bondes adentraram a Avenida Boulevard 28 de Setembro. A partir desse momento, a região da Fazenda do Macaco passou definitivamente a ser chamada de Vila Isabel.

No cruzamento do Boulevard 28 de Setembro com a rua Souza Franco, acontecia uma troca de seção do bonde, isto é, uma cobrança de uma nova passagem para quem prosseguisse a viagem até o Engenho Novo. Esse trecho do itinerário era chamado popularmente de “Ponto Cem Réis” devido à mudança de tarifa para quem desse continuidade no trajeto. Além disso, era ponto de descida para os trabalhadores da Fábrica de Tecidos Confiança.
Nesse espaço surgiram bares fazendo referência ao bonde, tal como o “Bar Parada Obrigatória” e o “Café Cem Réis” (atual Capelinha), que era ponto de encontro de Noel e outros sambistas.
