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Rio Memórias

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Ouça a história de São Sebastião.

Monumento em praça com estátua de homem segurando animal morto.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia de um monumento localizado em uma praça. A esquerda, há uma árvore grande e densa, enquanto à direita, há edifícios residenciais de vários andares. No centro, sobre um pedestal quadrado, está uma estátua de um homem nu, segurando um animal morto nas mãos. O céu azul claro com algumas nuvens dispersas está acima.

Monumento a São Sebastião, na Glória. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Inaugurada em 1965, no ano do IV Centenário do Rio de Janeiro, uma estátua instalada na praça Luís de Camões (Glória), com 7 metros de altura, homenageia São Sebastião, padroeiro da cidade desde a sua fundação, no século XVI.

Quando o português Estácio de Sá aportou na Baía de Guanabara, em março de 1565, mandou construir nas imediações dos morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, uma capela em homenagem a São Sebastião, de quem era devoto. Ali mesmo, diante dos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Ao batizar a cidade com o nome do santo católico, Estácio também prestava uma homenagem ao rei de Portugal, o jovem Dom Sebastião, que não só era devoto como nasceu no dia 20 de janeiro, data consagrada a São Sebastião. E a figura do santo esteve presente em diversos momentos marcantes da história do Rio.

Pintura em azulejos mostrando interação entre indígenas e colonizadores.Descrição da imagem: A imagem é uma pintura em azulejos representando uma cena histórica. Do lado esquerdo, vemos um indígena vestindo uma faixa branca e segurando um arco e flecha. Ao seu lado está um homem vestido com roupas tradicionais europeias, incluindo um chapéu e uma espada. Na parte central, há um homem de pé com uma espada e um escudo, vestindo uma camisa azul e calças vermelhas. À sua frente está um bebê nu, segurado por outra figura. À direita, vemos mais dois homens em trajes europeus, um deles segurando um livro. A cena parece retratar uma interação entre indígenas e colonizadores, com elementos históricos e culturais distintos.

Gravura representando a fundação da cidade do Rio de Janeiro por Estácio de Sá em 1565 - Wikimedia Commons

Conta-se que em julho de 1566, durante a Batalha das Canoas, nas águas da Baía de Guanabara, uma aparição de São Sebastião empunhando uma espada teria auxiliado a vitória lusa contra a aliança franco-tamoia. Além disso, foi no dia de São Sebastião que os portugueses — em aliança com os povos tupiniquins — expulsaram definitivamente os franceses do Rio de Janeiro, após vencerem a Batalha de Uruçumirim em 20 de janeiro de 1567 — região do atual bairro da Glória, onde a estátua está instalada. Coincidentemente, foi durante esse combate que Estácio de Sá foi ferido por uma flecha envenenada que causou sua morte algumas semanas depois. Seu corpo foi enterrado na mesma capela que criara na ocasião da fundação da cidade.

Pintura histórica em parque, soldados em formação, confronto entre dois personagens, homem olhando.Descrição da imagem: Esta é uma pintura que retrata uma cena histórica em um parque. Do lado esquerdo, vemos soldados armados com escudos e lanças, dispostos em formação. No centro, dois personagens estão em confronto, um deles está de pé e o outro está deitado no chão, cercado por equipamentos de guerra. À direita, um homem está de pé, olhando para o outro personagem. Ao fundo, há uma estrutura arquitetônica clássica, rodeada por árvores. A cor predominante é o verde das folhas, contrastando com os tons mais escuros dos soldados e do chão.

Primeiro martírio de São Sebastião - Benedito Calixto. Fundação Pinacoteca Benedito Calixto - Santos/SP

E em meio a tantas "coincidências", as flechas também são parte importante da história do santo que, apesar de usualmente ser representado com o corpo cravejado por elas, morreu por espancamento no século III. De origem francesa e nascido no ano 256, Sebastião foi ainda criança para Milão. Quando jovem, alistou-se no serviço militar romano, chegando ao posto de capitão da Guarda Pretoriana — responsável pela guarda pessoal do imperador. Nessa época, o cristianismo era proibido e os cristãos, perseguidos. Sebastião era cristão e se valia de seu posto para levar conforto aos prisioneiros que professavam a mesma fé. Porém, foi descoberto pelo imperador Diocleciano que ordenou sua morte por flechadas. Sebastião sobreviveu e foi socorrido por uma cristã — que viria a ser canonizada como Santa Irene de Roma.

Pintura dramática com figura feminina segurando ferido nu, carregado por homem à direita.Descrição da imagem: Esta é uma pintura retratando um momento dramático. Do lado esquerdo, vemos uma figura feminina com um véu vermelho e branco, segurando o braço de um homem nu, que está sendo carregado por outra figura masculina à direita. O homem nu está ferido, com um arco e flecha visíveis em seu corpo. A figura masculina à direita usa um turbante branco e roupas amarelas. No chão, ao fundo, estão armaduras metálicas. A cor predominante é o preto, com destaque para o vermelho do véu e o branco do turbante.

Irene de Roma e São Sebastião (Óleo sobre tela) Dirck van Baburen, 1615

Após a recuperação, dirigiu-se novamente ao imperador para interceder pelo fim dos ataques aos cristãos. Diocleciano ignorou as suas súplicas e, inclemente, ordenou que Sebastião fosse morto por espancamento e seu corpo fosse jogado nos esgotos da cidade.

O martírio de São Sebastião fez com que ele fosse aclamado como santo pela multidão de cristãos que assistiram à sua morte. Entretanto, a canonização oficial aconteceu somente no século IV, após o imperador Constantino (306-337) conceder liberdade de culto ao cristianismo.

Multidão em procissão religiosa diante de edifício ornado.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga de uma procissão religiosa. A imagem mostra uma multidão密集人群聚集在一座装饰华丽的建筑物前。建筑物有多个拱形门廊,背景中可以看到一些旗帜和灯饰。在人群中央,有一个装饰着花环和花朵的圣像,圣像是一个裸体人物雕像,被抬在高高的架子上。人群中有许多穿着不同服装的人们,他们似乎在观看或参与这个活动。

Procissão de São Sebastião saindo do Santuário Basílica de São Sebastião dos Capuchinhos, Tijuca. 20/01/1936. Fundo Correio da Manhã/Arquivo Nacional

A estátua que fica no bairro da Glória é obra dos escultores Dante Croce, Curzio Zani e Arnaldo Valilo, e foi inaugurada em 1965. A ideia era lançá-la no dia 20 de janeiro, mas, devido a um atraso na conclusão do monumento, na ocasião um molde de gesso com metade do tamanho substituiu a estátua oficial, que só foi instalada meses depois, em agosto de 1965.

Logotipos representando Rio Capital do G20, Prefeitura de Turismo e Memórias.Descrição da imagem: A imagem apresenta três logotipos dispostos horizontalmente, de esquerda para direita. O primeiro logotipo, à esquerda, é azul e branco com o texto "RIO CAPITAL DO G20 BRASIL 2024" e um símbolo colorido. Ao centro, há um logotipo azul com o texto "RIO PREFEITURA TURISMO". À direita, um logotipo laranja com o texto "RIO MEMÓRIAS". Todas as letras são em maiúsculas e o fundo é branco.

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