EstátuadeCarlosDrummonddeAndrade

Tempo de leitura 3 min

Rio Memórias

Esta placa integra o circuito 'Ipanema/Copacabana'. Clique aqui e veja mais sobre esse e outros circuitos.

Click here for English

Ouça o áudio sobre Carlos Drummond de Andrade

Em 1919, no seu último ano escolar, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, no Rio de Janeiro, por “insubordinação mental”, ao discutir com o professor de Português. O tempo parece ter dado razão ao poeta mineiro, natural de Itabira, que já àquela altura demonstrava afinidade com as palavras.

Formatura em preto e branco.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de um indivíduo vestindo um traje acadêmico com um colarinho branco e um chapéu de formatura. A pessoa está de frente para a câmera, com os olhos ligeiramente abaixados. O fundo é escuro, destacando o sujeito. Na parte inferior da imagem, há uma assinatura e uma data escritas à mão. No canto inferior esquerdo, está a marca "PHOTO BELLEZA" e a rua onde a foto foi tirada.

Carlos Drummond em sua foto de formatura, 1925. Acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa/Arquivo Museu de Literatura Brasileira.

Ainda que tenha se formado em farmácia e trabalhado dando aulas de geografia em colégios, a vocação de Drummond para a escrita, em especial a poesia, aflorou ainda jovem. Drummond nasceu em 1902 e, em 1928, seu poema “No meio do caminho”, com seus icônicos versos “No meio do caminho tinha uma pedra / Tinha uma pedra no meio do caminho”, era publicado na Revista de Antropofagia de São Paulo, de Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade. Na época, foi considerado um dos maiores escândalos literários do Brasil.

Em 1934, Carlos Drummond se transferiu para o Rio de Janeiro para assumir o posto de chefe de gabinete do recém-empossado ministro da Educação e Saúde Pública de Getúlio Vargas, Gustavo Capanema. Ali começou uma carreira de servidor público que perduraria por 35 anos que ele intercalava com a literatura, escrevendo para jornais e publicando livros.

Morou em Copacabana em dois endereços: na Rua Joaquim Nabuco 81, de 1934 a 1962, e depois no Edifício Luiz Felipe, na Conselheiro Lafayete 60, fronteira com Ipanema. Da janela de seu apartamento assistia o cotidiano e as tantas transformações urbanas do Rio.

Homem sentado em banco, pátio com futebol, edifícios altos ao fundo.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia em preto e branco de um homem sentado em um banco no centro da imagem. À sua frente, há um pátio com pessoas jogando futebol. Ao fundo, vários edifícios altos estão dispostos em uma linha paralela. A esquerda, há palmeiras e uma estrutura metálica. A direita, mais palmeiras podem ser vistas.

Carlos Drummond em Copacabana, 1972. Acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa/Arquivo Museu de Literatura Brasileira.

Nesta cidade do Rio de Janeiro,

de dois milhões de habitantes,

estou sozinho no quarto,

estou sozinho na América.

(A Bruxa, 1942)

Não é à toa que a estátua feita em sua homenagem – uma das mais famosas do Rio – está localizada na Avenida Atlântica, em um banco à beira-mar. Feita em bronze e em tamanho natural pelo artista Léo Santana, ela foi inaugurada em 30 de outubro de 2002, na véspera do centenário do poeta.

Homem sentado em banco ao ar livre, praia e edifícios altos ao fundo.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de um homem sentado em um banco ao ar livre. A esquerda, vemos uma praia com pessoas relaxando e banhando-se. No centro, há um homem vestindo camisa xadrez, calças e sapatos, sentado com as pernas cruzadas. À sua frente está um pequeno poste vertical. Ao fundo, há vários edifícios altos, incluindo um grande prédio com muitas janelas. A direita, vemos parte de uma planta.

A foto de Carlos Drummond de Andrade que virou estátua. Rogério Reis, 1983.

A pose do escritor, sentado com as pernas cruzadas, observando os passantes do calçadão de costas para o mar foi inspirada por uma foto icônica tirada por Rogério Reis. No banco do monumento, há a inscrição “No mar estava escrita uma cidade”, verso do poema “Mas Viveremos”, do livro “A Rosa do Povo” (1945).

Estátua de bronze de Carlos Drummond de Andrade em frente à praia, com mar e montanhas ao fundo.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia de uma estátua de bronze de Carlos Drummond de Andrade, localizada em frente à praia. A estátua está sentada em um banco com uma placa de madeira que contém um texto em português. Ao fundo, há uma paisagem com o mar, montanhas e o céu com nuvens. O sol está por trás das montanhas, criando um efeito de luz dourada sobre a cena.

Wikimédia Commons

Logotipos da Rio Prefeitura Turismo e Rio Memórias.Descrição da imagem: A imagem apresenta dois logotipos. Do lado esquerdo, há um escudo azul com uma coroa e elementos decorativos, seguido do texto "Rio Prefeitura Turismo" em azul. Do lado direito, há um logotipo com a frase "Rio Memórias" em laranja, dentro de um quadrado com linhas verticais.

Outras memórias

Memória 1 de 4: Calçadão de Copacabana