TabuleirodaBaiana

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Rio Memórias

Pois é, no Rio tinha um “Tabuleiro da Baiana”. Assim era conhecida a estação terminal de bondes, inaugurada em 03 de julho de 1937, no Largo da Carioca. O apelido veio por conta das baianas que vendiam seus produtos na região e do formato do terminal, que tinha o teto chato e era sustentado por três colunas, formando dois vãos internos por onde passavam os bondes.

Tabuleiro da Baiana, em frente ao Largo da Carioca. Fonte: site Bafafa

Cenário urbano com edifícios, pessoas caminhando, veículos e construção em construção.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de um cenário urbano. Do lado esquerdo, vemos um grande edifício com muitos janelas. À frente dele, há uma área aberta com pessoas caminhando e veículos estacionados. Ao fundo, há uma construção em construção e uma grande escavação. A direita, vemos mais edifícios e uma colina com vegetação. Na parte inferior da imagem, há uma estrutura que parece ser um terminal de ônibus ou estação de trem, com plataformas e pessoas aguardando.

Era comum encontrar baianas vendendo cocada, cuscuz, pé de moleque ou acarajé pelas ruas do Rio, na primeira metade do século XX. Vestiam suas saias rodadas, batas e turbantes. A música de Ary Barroso “No Tabuleiro da Baiana”, lançada na mesma época da inauguração do terminal, fez um grande sucesso: primeiro, na voz da dupla Grande Otelo e Déo Martins e, depois, na voz de Carmem Miranda. Não era uma referência ao terminal, é claro, mas às baianas que por ali circulavam.

A estação foi construída para substituir o ponto final de bondes, que antes ficava na Galeria Cruzeiro. Sua construção implicou na demolição do Teatro D. Pedro II, inaugurado em 1871 (antigo Teatro Lírico).

Bonde passando no Tabuleiro da Baiana. Fonte: site Bafafa

Bonde antigo em cena urbana antiga.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de uma cena urbana antiga. Do lado esquerdo, vemos um bonde com o número 1826 e a inscrição "Laranjeiras" na parte superior. À frente do bonde, há várias pessoas caminhando e aguardando. Ao fundo, há prédios e uma grande estrutura coberta por vários anúncios e cartazes. A disposição espacial é assimétrica, com o bonde ocupando o primeiro plano à esquerda e as pessoas e prédios ocupando o segundo plano à direita.

Nas décadas de 1940-1960, época áurea dos bondes, o movimento era intenso ali, raramente se via o Tabuleiro vazio. Mas, a partir de 1965, os bondes deixaram de circular na Zona Sul, e a estação ficou obsoleta. Em 1968, ele foi demolido junto com a desmonte final do Morro Santo Antônio.

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