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Rio Memórias

Festa de Iemanjá 2018 - Chegada da mãe d'água

“Odô Yiá, Odô Yiá / rainha das águas, sereia do mar!” O canto acompanhado do ritmo de atabaques, abês e agogôs anuncia uma celebração bastante popular no Rio de Janeiro, a festa de Iemanjá, no dia 2 de fevereiro. O cortejo percorre os mais de 25 quilômetros que separam o Mercadão de Madureira, na zona norte, da praia de Copacabana, onde oferendas com perfume de alfazema e pétalas de rosa branca são lançadas ao mar.

Foto: Thiago Diniz - Homem recebendo benção no centro do Rio - 2013

Cerimônia ao ar livre com manto dourado e lenço colorido.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de uma cerimônia ao ar livre. Do lado esquerdo, vemos uma pessoa vestindo um manto com padrões dourados e um lenço colorido na cabeça. Ela está em pé e parece estar realizando uma ação ritualística sobre outra pessoa. A pessoa alvo da cerimônia está de costas para a câmera, usando uma camiseta branca com estampa vermelha. Ao fundo, há uma cerca metálica com elementos decorativos dourados. Há também árvores verdes no fundo, sugerindo que a cerimônia ocorre em um local aberto, possivelmente em um parque ou área verde.

A gratidão a Iemanjá também dá contornos ao Réveillon de Copacabana, hoje conhecido como o maior do mundo. Talvez nem todos os adeptos se deem conta, mas o rito de pular sete ondas na praia — tão corriqueiro entre os cariocas — tem raízes na umbanda. O número remete aos sete orixás: Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obalauiê e Iemanjá.

Foto: Thiago Diniz - Fiéis no interior de igreja no Centro - 2013

Cerimônia religiosa em templo com decoração floral e figura montada em cavalo.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de uma cerimônia religiosa em um templo. Do lado esquerdo, vemos uma área decorada com flores vermelhas e brancas, além de uma estátua de uma figura sagrada. À direita, há uma imagem de uma figura montada em um cavalo, vestida com roupas tradicionais e coroada. O fundo apresenta arquitetura clássica com detalhes dourados e azuis. Na parte central, uma multidão de pessoas está reunida, observando a cerimônia.

Festas como essas não são exclusividade de uma única tradição religiosa. Seus elementos, não raro, espelham o sincretismo tipicamente carioca. Prova disso é a lavagem dos mais de 380 degraus da escadaria da Igreja de Nossa Senhora da Penha, que marca o fim da novena e dá início à Festa da Penha, reunindo fiéis das mais diversas crenças. No passado, era talvez a segunda festa mais popular do Rio, perdendo só para o Carnaval.

Fotografia festiva de carnaval com bandeira azul e homem sorridente.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia de um evento festivo, possivelmente de carnaval, com pessoas vestidas com trajes tradicionais. Do lado esquerdo, há uma bandeira branca com símbolos azuis, incluindo um elefante e uma coroa. A frase "DESDE 1951" está escrita em azul na parte inferior da bandeira. À direita, um homem está sorrindo amplamente, mostrando os dentes, e fazendo um gesto com a mão direita. Ele usa um chapéu ornado com cristais e contas. Ao fundo, outras pessoas estão presentes, algumas usando chapéus e roupas brancas. O céu é claro e ensolarado.

Foto: Thiago Diniz - Presente de Iemanjá - Afoxé Filhos de Gandhi - 2018

E há, ainda, as datas que são celebradas de diferentes formas por múltiplas matrizes ou tradições. É o caso, por exemplo, do Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio. Os festejos, em 20 de janeiro, costumam começar com missa na Catedral Metropolitana e procissão puxada por frades capuchinhos saindo da Basílica de São Sebastião. Mas também com giras de umbanda consagradas a Oxóssi.

Mulher sorridente com traje tradicional azul e branco, segurando cesto de flores.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de uma mulher sorridente, vestindo um traje tradicional com elementos azuis e brancos. Ela segura um grande cesto de flores sobre a cabeça com ambas as mãos. A mulher está sorrindo amplamente, exibindo dentes brancos. Ao fundo, há uma multidão de pessoas, algumas também vestidas de forma similar, sugerindo uma celebração ou festa pública.

Foto: Thiago Diniz - Presente de Iemanjá - Afoxé Filhos de Gandhi - 2018

O mesmo acontece com os fogos que abrem a madrugada de 23 de abril, a chamada “alvorada de São Jorge”, seguida pela procissão que sai pelas ruas da cidade, reunindo fiéis em homenagem ao santo guerreiro. Nos terreiros, a mesma festa é animada pelos batuques a Ogum, acompanhados das feijoadas que são oferecidas como ebó ao orixá detentor do ferro e do fogo.

Presente pra Iemanjá no Mercadão de Madureira

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Memória 1 de 4: Sons sagrados e o burburinho das ruas