PaçoImperial

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Rio Memórias

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Entre os séculos XVIII e XIX, o Paço Imperial foi utilizado como Casa dos Governadores, dos Vice-Reis, moradia da Família Real e sede administrativa da cidade.

Reformado a pedido do governador Gomes Freire de Andrade (Conde de Bobadela), o prédio foi inaugurado em 1743, para abrigar a Casa dos Governadores. O engenheiro português José Alpoim se inspirou no Paço da Ribeira - residência dos monarcas em Lisboa – para elaborar o projeto que marcou o início de uma série de obras e construções responsáveis pela revitalização da atual Praça XV.

Cidade histórica com rio, edifícios e pessoas caminhando.Descrição da imagem: Esta é uma pintura que retrata uma cidade histórica. Do lado esquerdo, vemos um rio com várias embarcações flutuando. À frente, há um grande edifício com uma cúpula e torres. Ao centro, há um amplo espaço aberto com pessoas caminhando e carruagens paradas. No fundo, várias construções antigas e igrejas são visíveis. A cor predominante é o azul do céu, contrastando com os tons mais claros das nuvens.

O Paço da Ribeira, que serviu de inspiração a Alpoim, no século XVIII, antes do terremoto que devastou Lisboa em 1755. Imagem em domínio público

Em 1763, a cidade do Rio foi elevada à condição de capital da colônia, passando a ser sede administrativa do vice-reinado e moradia do vice-rei do Brasil. A Casa dos Governadores tornou-se, então, o Paço dos Vice-Reis. Mas foi em 1808, com a chegada da Família Real, que o edifício viveu a sua fase de maior prestígio: tornou-se residência oficial e o centro de poder do Reinado e do Império - o Paço Real. Para isso, foi adaptado para abrigar a numerosa corte que veio junto com Dom João VI.

Gravura em preto e branco da Praça do Paço Imperial, Rio de Janeiro.Descrição da imagem: Esta é uma gravura em preto e branco representando a Praça do Paço Imperial em Rio de Janeiro. Do lado esquerdo, vemos edifícios históricos com fachadas ornamentadas e janelas regulares. No centro, há um palácio imperial com arquitetura clássica, destacando-se por suas colunas e detalhes arquitetônicos. À direita, ergue-se uma grande igreja com cúpulas e torres, característica da arquitetura barroca. Na frente do palácio, pessoas caminham e cavalgam, enquanto carruagens estão estacionadas. O céu está nublado, dando um tom sombrio à cena. No canto inferior direito, está escrito "Ed. Willmann sc." e no fundo, "RIO DE JANEIRO PALAIS IMPERIAL ET CATHÉDRALE".

O Paço Imperial e a Catedral de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé no século XIX. Gravura de Eduard Willmann. Acervo BN Digital

A partir da Independência (1822), o palácio se transformou em Paço Imperial, servindo como sede administrativa (de onde o Imperador despachava) e espaço para festividades e eventos oficiais. Foi palco de eventos históricos importantes, como o “Dia do Fico” (1822), quando D. Pedro declarou ao povo, reunido na rua, a sua intenção de ficar no Brasil, e a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel (1888).

Após a Proclamação da República (1889), o Paço passou a ser sede dos Correios e Telégrafos. Em 1938, foi tombado pelo IPHAN e, após uma restauração nos anos 80, tornou-se o Centro Cultural Paço Imperial. É um espaço para exposições e eventos que conta com um bistrô, um restaurante e, no 1° andar, a biblioteca Paulo Santos, com um acervo composto por títulos sobre artes plásticas, arquitetura e urbanismo, história do Brasil, Portugal, Rio de Janeiro.

Logotipos da Rio Prefeitura Turismo e Rio Memórias.Descrição da imagem: A imagem apresenta dois logotipos. Do lado esquerdo, há um escudo azul com uma coroa e elementos decorativos, seguido do texto "Rio Prefeitura Turismo" em azul. Do lado direito, há um logotipo com a frase "Rio Memórias" em laranja, dentro de um quadrado com linhas verticais.

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