Rio de Sons
CURADORIA
Heloisa Murgel Starling
Na cidade há som. O Rio de Janeiro é canção e barulho. Nossos ouvidos escutam um velho samba que toca em um botequim, o grito do "olha o mate" na praia, o bloco de carnaval que passa na rua, o helicóptero que sobrevoa uma comunidade. O silêncio não existe. Ao andarmos pelas ruas, somos invadidos por sons e barulhos com os quais nos identificamos e identificamos a cidade.
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“Prepara!”, anuncia o funk de Anitta. “Aperta o play DJ!”, dita o comando, e começa a Batalha do Passinho, duelo de dança que mistura funk, frevo, samba, break, kuduro e Michael Jackson. Nos fundos dos quintais, soam tantãs e repiques de mão. À beira-mar, ergueu-se a onda da bossa nova, revolucionária. Sob a lona do Circo Voador, cresceu o rock nacional. Com inegável vocação para inventar novos ritmos e cadências, o Rio também é lugar para absorver e transformar os sons que vêm de fora, num potente trânsito musical.