Rio de Sons
CURADORIA
Heloisa Murgel Starling
Na cidade há som. O Rio de Janeiro é canção e barulho. Nossos ouvidos escutam um velho samba que toca em um botequim, o grito do "olha o mate" na praia, o bloco de carnaval que passa na rua, o helicóptero que sobrevoa uma comunidade. O silêncio não existe. Ao andarmos pelas ruas, somos invadidos por sons e barulhos com os quais nos identificamos e identificamos a cidade.
Explore as salas
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A voz do locutor invade o interior do táxi, trazendo em sua nebulosa também os slogans e os anúncios da programação, a previsão do tempo, hits do passado e novidades musicais da semana. Na porta do cinema, o burburinho vai ser logo interrompido por um desdobrar inconfundível de sons, dentro da sala de projeções. A espera pelo teatro também tem seu ritual: os avisos sonoros, o silêncio expectante. Mas há quem faça teatro na rua. Nesse caso, são os sons corriqueiros da cidade que penetram a cena de uma apresentação, misturando os ruídos do acaso à narrativa.