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Rio Memórias

Mapa em preto e branco do Rio de Janeiro, Brasil, mostrando rotas de trens e estradas.Descrição da imagem: Esta imagem é um mapa em preto e branco, mostrando a região do estado do Rio de Janeiro, Brasil. A disposição espacial vai da esquerda para a direita, começando com a parte mais à esquerda e terminando na direita. No primeiro plano, vemos cidades como Entre Rios, Parahyba do Sul e Cebolas. À medida que nos movemos para a direita, encontramos localidades como Petrópolis, Areia, Pedro do Rio e Nogueira. Mais para a direita ainda, vemos cidades como São João de Meriti, Bocca do Matto e Santa Rita. O mapa destaca rotas de trens e estradas, marcadas por linhas vermelhas.

Detalhe do

Mapa da Leopoldina Railway

, de 1914.

Acervo do Arquivo Nacional.

Na segunda metade do século XIX, a região ao norte da Corte imperial foi rasgada pelas estradas de ferro Central do Brasil, Rio do Ouro e, mais próximo do que hoje é a Maré, a Estrada de Ferro da Leopoldina.

Inaugurada em 1874, no estado de Minas Gerais, a Estrada de Ferro da Leopoldina se expandiu gradativamente até chegar ao porto do Rio nos últimos anos do século XIX, passando a ligar a então capital ao interior do país. Por seus trilhos, além das cargas de café, açúcar e demais produtos do interior, chegaram muitas pessoas com o propósito de estabelecer moradia no Rio de Janeiro.

Com o aumento da população, o Rio tornou-se apertado e sufocante. As elites econômicas iniciam um processo de abandono da região central e povoamento da distante zona sul. As camadas médias começam a estabelecer moradia próximo às estações ferroviárias como a Leopoldina. Surgem, assim, os bairros de Bonsucesso, Olaria, Brás de Pina, Penha, entre outros.

Planta antiga de mapa com áreas urbanas e água.Descrição da imagem: A imagem é uma planta antiga, provavelmente de um mapa ou desenho técnico, apresentando uma área geográfica com várias linhas que representam estradas ou caminhos. A parte superior esquerda contém o título "PLANTA" em letras maiores, seguido de outras informações menores e menos visíveis. A disposição espacial começa pela esquerda, onde há uma série de linhas curvas e retas que se entrelaçam, representando possivelmente ruas ou caminhos. À medida que nos movemos para a direita, notamos áreas mais densamente marcadas, sugerindo áreas urbanas ou residenciais. No centro-direito, há uma área destacada com um desenho de água, possivelmente um rio ou lago. A cor predominante é o bege, com algumas áreas em azul claro, que podem representar água. Não há texto adicional ou nomes próprios legíveis na imagem.

Planta da estrada da Penha com a zona privilegiada da linha de carris de ferro

, 1874. Arquivo Nacional

Os impactos da estrada de ferro foram tão profundos que a própria região passou a ficar conhecida, no século XX, como "subúrbio da Leopoldina". Linhas de trem e bonde, estradas e fábricas conviviam com aldeias de pescadores às margens da baía, dando um tom bucólico à paisagem a poucos quilômetros do centro da cidade.

Edifício histórico em sepia, possivelmente estação ferroviária de 1875.Descrição da imagem: Esta é uma ilustração de uma construção histórica, possivelmente uma estação ferroviária, datada de 1875. A imagem é em tons de sepia, com detalhes em preto e branco. Na parte superior, há um selo postal e texto em português, mencionando "J.B.R.C." e "Nova Estação Olaria". O edifício tem duas fachadas principais, ambas com portas e janelas decorativas. A fachada central apresenta um balcão com varandas laterais. As portas são de cor marrom, enquanto as janelas têm molduras pretas. O telhado é inclinado com detalhes ornamentais.

Planta da estação Olaria, Rio de Janeiro, 10 de novembro de 1875. Arquivo Nacional.

O “aburguesamento” do centro, com elegantes bulevares, edifícios cada vez mais altos, cafés e equipamentos culturais fez com que ele se tornasse cada vez mais comercial. A expansão capitalista e a modernização industrial demandaram um porto maior, com maior profundidade, ligado a trilhos e operado por guindastes, tornando obsoletos e superados os pequenos portos de trapiches e trabalho manual instalados por toda a Baía de Guanabara.

Outras memórias

Memória 1 de 4: Das favelas aos bairros