Rio das Artes

CURADORIA

Frederico Coelho

As memórias dos diversos nomes, movimentos e obras ligados às artes visuais que ocorreram no Rio de Janeiro são ligados tanto ao papel das instituições oficiais e privadas que alimentaram a formação e circulação de artistas, quanto ao que aconteceu e acontece nas suas ruas. Desde a sua organização ao redor de iniciativas da corte de Dom João VI até os grandes nomes internacionais e as práticas contemporâneas, o lugar da arte na cidade teve papel decisivo para o carioca. Mesmo que seja geralmente visto como um segmento ligado às elites, são diversos os caminhos que a criação estética se espraia em nossa história.

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Com o advento da República em 1889, as artes visuais no Rio de Janeiro passam a fazer parte de um novo momento histórico, em que a cultura visual da cidade se adapta às novas demandas urbanas da nascente metrópole tropical. Apesar da continuidade nos padrões oficiais do ensino acadêmico, a Escola Nacional de Belas Artes se torna espaço de intensas disputas estéticas e políticas. Modernos, classicistas, positivistas e “futuristas” são os novos personagens que formam um campo de trabalho em expansão. Ao lado das primeiras galerias e da formação ainda incipiente de um mercado de arte, as revistas ilustradas e a evolução de artistas gráficos ampliam o acesso da população à produção de imagens no interior de uma cultura de massas. O advento do chamado modernismo incorpora uma série de novas informações oriundas das vanguardas europeias e transforma definitivamente o papel da arte e de artistas na capital federal republicana.

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