Rio das Artes

CURADORIA

Frederico Coelho

As memórias dos diversos nomes, movimentos e obras ligados às artes visuais que ocorreram no Rio de Janeiro são ligados tanto ao papel das instituições oficiais e privadas que alimentaram a formação e circulação de artistas, quanto ao que aconteceu e acontece nas suas ruas. Desde a sua organização ao redor de iniciativas da corte de Dom João VI até os grandes nomes internacionais e as práticas contemporâneas, o lugar da arte na cidade teve papel decisivo para o carioca. Mesmo que seja geralmente visto como um segmento ligado às elites, são diversos os caminhos que a criação estética se espraia em nossa história.

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A partir dos anos 1980, as artes visuais passaram a conviver com as diversas práticas que surgiram nas décadas anteriores e que ampliaram para diferentes técnicas, meios e escalas a sua definição tradicional. Cada vez mais o termo “arte contemporânea” foi utilizado para definir um campo tão variado de propostas e trabalhos. Com a ampliação mundial dos mercados, a partir da globalização do fim de século e com a velocidade das redes e da cultura digital no século XXI, a arte contemporânea ganhou uma nova dinâmica internacional e novas instituições que dialogam com tais transformações. No Brasil em particular, a redemocratização e a estabilização da moeda ampliaram essa virada contemporânea, retirando dos artistas locais o selo subdesenvolvido ou periférico e os inserindo em novas dinâmicas estéticas, em diálogo permanente com o mundo. No Rio de Janeiro, cresceram os números de ateliês, exposições, subversões e instituições que transformaram a cidade em uma das referências criativas do novo milênio.

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