Rio das Artes

CURADORIA

Frederico Coelho

As memórias dos diversos nomes, movimentos e obras ligados às artes visuais que ocorreram no Rio de Janeiro são ligados tanto ao papel das instituições oficiais e privadas que alimentaram a formação e circulação de artistas, quanto ao que aconteceu e acontece nas suas ruas. Desde a sua organização ao redor de iniciativas da corte de Dom João VI até os grandes nomes internacionais e as práticas contemporâneas, o lugar da arte na cidade teve papel decisivo para o carioca. Mesmo que seja geralmente visto como um segmento ligado às elites, são diversos os caminhos que a criação estética se espraia em nossa história.

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O impacto do período mais agudo da ditadura civil-militar foi grande no meio das artes visuais no Brasil. Autoexílios (Rubens Gerchman, Lygia Clark, Hélio Oiticica e Antônio Dias, por exemplo, se estabelecem boa parte do período fora do país) e a censura desarticularam os movimentos coletivos que marcaram a década de 1950. Isso não impediu, porém, que no Rio de Janeiro artistas e críticos buscassem alternativas para seguir a relação da arte com o público. Ao mesmo tempo, uma nova geração de artistas envolvidos com outras linguagens – como o vídeo – e abordagens mais experimentais (instalações, performances e intervenções públicas) deram o tom de um período marcado pela tragédia do incêndio do Museu de Arte Moderna.

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