SãoCristóvão

Tempo de leitura 6 min

Manuela Roberta, Marina Julia, Amanda Rocha

Professora

Elisabete Ferreira, Helen Padilha

História de São Cristóvão

Conhecido como o “Bairro Imperial do Rio de Janeiro”, São Cristóvão é uma região de suma importância para a Cidade Maravilhosa. São Cristóvão começou a se destacar em 1810, quando o príncipe-regente Dom João VI adotou o Paço da Quinta da Boa Vista como residência oficial. Antes disso, a região que virou bairro era extremamente natural, com praias e área verde.

A chegada da Família Real provocou uma série de transformações. Entre elas, a instalação de iluminação pública. Após isso, a nobreza mudou-se para São Cristóvão. A famosa Marquesa de Santos foi uma das nobres que foi morar no bairro.

Muitos foram os acontecimentos marcantes para o país que ocorreram em São Cristóvão. A Família Real morou lá por anos, Dom Pedro I viveu lá e seu filho, Pedro II, governou (de sua residência no bairro) o Brasil por quase 50 anos”, destaca o historiador Maurício Santos.

A primeira linha de telefone da América do Sul tinha central em São Cristóvão. Isso se deu durante o governo de Dom Pedro II. O imperador inaugurou, também, o Observatório Nacional do Rio de Janeiro, um centro de estudos avançados em astronomia que ainda hoje é um dos principais espaços dedicados à ciência no Brasil.

Já no século XX, São Cristóvão passou a ter uma intensa atividade industrial. Chegou a ser considerado o bairro mais industrializado da América do Sul.

Campo de São Cristóvão no início do século XX. Imagem retirada do site Diário do Rio

Praça histórica com pessoas caminhando e carruagens, gramado verde e construções de tijolos vermelhos.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga de São Cristóvão, mostrando uma praça com pessoas caminhando e carruagens paradas. Do lado esquerdo, há um grande gramado verde, enquanto à direita, há construções de tijolos vermelhos. No centro, há uma estrada com várias pessoas e carruagens. À direita, há mais construções e uma árvore grande ao fundo.

Mesmo hoje em dia, São Cristóvão segue crescendo e se desenvolvendo. Atualmente é o comércio quem dita o ritmo da economia do bairro. Muitos dos antigos casarões do período imperial são utilizados como lojas.

História do Museu Nacional

A mais antiga instituição científica do Brasil e um dos maiores museus de história natural e de antropologia das Américas fica no Rio de Janeiro, mais precisamente na Quinta da Boa Vista. Trata-se do Museu Nacional.

Em 1892, o palácio, que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no ano 1938, se tornou o museu que é até os dias atuais.

No ano 1946, o Museu passou a ser administrado pela então Universidade do Brasil, atual UFRJ. Em junho de 2018, completou 200 anos de história e foram realizadas festividades no local por conta disso. O Museu Nacional abrigava, até então, mais de 20 milhões de peças em seu acervo que foram perdidas no incêndio do dia 2 de setembro de 2018. Um triste episódio para a história do nosso país.

Em julho de 2020, a Polícia Federal concluiu que o incêndio começou em um aparelho de ar condicionado do museu e descartou conduta criminosa.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresentaram novos resultados da busca por peças históricas. Dia 01/09 de 2020, foram reveladas nove peças resgatadas da coleção de Arqueologia Clássica da instituição. As peças foram recuperadas durante escavações.

A história segue viva.

Bio Parque, antigo Jardim Zoológico

Depois de viajar a Paris, na década de 1870, o empresário João Batista Viana Drummond ficou impressionado com o urbanismo daquela capital na época e, na qualidade de amigo do imperador Dom Pedro II, adquiriu a antiga Fazenda dos Macacos (no atual bairro de Vila Isabel) à princesa Isabel por 120 contos de réis em 1872. Ali ele instalou um zoológico.

Com o passar dos anos, no entanto, com o início da República e diante das dificuldades, o antigo zoológico viu-se obrigado a fechar suas portas – o que ocorreu, de fato, na década de 1940.

Em 18 de março de 1945, o Rio de Janeiro ganhou um novo jardim zoológico, inaugurado pelo então presidente Getúlio Vargas, no parque da histórica Quinta da Boa Vista, residência da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira, junto ao Museu Nacional do Brasil.

Em 1985, ligado à Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, a mudança proporcionou maior agilidade administrativa, promovendo um processo de modernização que transformou a instituição em um respeitado centro de pesquisas e educação ambiental, que foi reconhecido em todo o país e no exterior.

Desde outubro de 2016 o Zoológico está sendo administrado por uma empresa privada reconhecida por sua expertise na gestão de atrativos naturais, de conservação, educação e pesquisa.

Localizado no coração da Quinta da Boa Vista, o Zoológico do Rio tem uma área de 55 mil metros quadrados e um plantel de cerca de 800 animais, entre aves, primatas, répteis, peixes e felinos.

Curiosidades

1-Existe uma alameda com diversas palmeiras que, na verdade, tem um nome que foi dado em homenagem a um animal emblemático que viveu no antigo Jardim Zoológico: é em homenagem ao Macaco Tião! Ele foi um animal muito famoso que viveu no antigo zoológico e era conhecido por atirar coisas nos visitantes. Seu nome “Tião” era uma homenagem ao padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, São Sebastião. Em 1988, ele foi lançado como candidato à prefeitura do Rio, como forma de protesto, e recebeu 400 mil votos!

Alameda Macaco Tião

Monumento em parque com placa e caminho de tijolos vermelhos.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia de um monumento em um parque. Do lado esquerdo, há uma placa metálica fixada em uma pedra cinza. A placa contém texto e um emblema. Ao fundo, há um caminho de tijolos vermelhos cercado por cordas amarradas em postes de madeira. Há árvores altas e folhas verdes ao longo do caminho.

2-Tem um animal que é tão famoso que foi utilizado como modelo para a ilustração que aparece em uma cédula de dinheiro, a Gabi foi modelo para a onça-pintada que vemos na nota de 50 reais!

Bilhete de 50 reais com leopardo marrom.Descrição da imagem: A imagem mostra um bilhete do Banco Central do Brasil, especificamente um de cinquenta reais. A parte esquerda apresenta um leopardo em destaque, com detalhes em tons de marrom e bege. À esquerda do leopardo está escrito "BANCO CENTRAL DO BRASIL" e à direita, "50". Na parte inferior, há uma sequência de números "B B 029853002". A parte direita do bilhete exibe o valor "50" novamente, seguido por "CINQUENTA REAIS".

Memórias

Em 2016 participei de uma corrida beneficente no antigo zoológico. Uma corrida de 5km inesquecível, pois foi a minha primeira participação em uma corrida e a primeira de muitas. Eu pude explorar todo o parque e ao mesmo tempo observar todos os animais de perto. O dia foi muito descontraído, tirei várias fotos fazendo careta. O melhor foi ganhar uma medalha que guardo com todo carinho até hoje.

Marina

Marina com sua medalha. Acervo pessoal

Menina sorridente com medalha e frasco de água.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia de uma menina sorridente, segurando uma medalha e um frasco de água. Ela está vestindo uma camiseta branca com estampa de animais e corações vermelhos. A medalha tem um número e um símbolo de atleta. Ao lado dela, há um saco plástico com um frasco de água e uma embalagem de refrigerante. No fundo, há pessoas caminhando e um carro parado.

Unicirco - Marcos Frota

o circo ocupa uma posição privilegiada entre todas as formas de diversão existentes. Mesmo em tempos de rádio, TV e internet essa antiga arte ainda atrai a atenção de muitos espectadores.

Unicirco. Fonte: agenciabrasil.com.br

Dançarinos em palco com iluminação dramática, tons de vermelho e dourado.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de um espetáculo teatral ou circo. A cena está em um palco com iluminação dramática, predominando tons de vermelho e dourado. Do lado esquerdo, vemos dançarinos vestidos com tops pretos e calças jeans. À frente, dois dançarinos masculinos estão em destaque, ambos usando camisas pretas e calças bege. Eles estão em uma pose dinâmica, com braços estendidos. Ao fundo, outros dançarinos seguem a mesma coreografia, criando uma formação organizada. O cenário traseiro apresenta uma estrutura metálica com luzes que se projetam para dentro do palco, adicionando profundidade à cena.

Apresenta grande variabilidade de atrações e o campo é rico de referências culturais utilizadas. Por isso, mais de 25 anos de história marcam o picadeiro do Unicirco Marcos Frota, que fica no Parque Estadual da Quinta da Boa Vista.

O projeto é concebido e desenvolvido pelo ator e trapezista Marcos Frota. O circo não traz somente a arte a quem visita o espaço, mas sim conhecimento e aprendizagem para todos que trabalham e que fazem parte do universo circense.

São realizadas atividades pedagógicas para as comunidades através de núcleos artísticos e sociais. Além disso, trabalha-se com a inclusão de pessoas com deficiência, tendo atualmente na equipe artistas cadeirantes e com paralisia cerebral.

Vale lembrar que o projeto no picadeiro é ecologicamente correto, com a presença de animais ficando descartada nas apresentações. Para Marcos Frota, além do lado social, o Unicirco traz outro benefício para a cidade: o da luta pela revitalização e valorização da Quinta da Boa Vista como patrimônio público carioca. “A Quinta é um dos mais importantes parques de lazer da América Latina. Uma construção histórica, dos tempos do Império. Por isso nos instalamos aqui. Nós militamos pela preservação de toda a área, em sintonia com o poder público. É a nossa maneira de mostrar amor ao Rio”, declara o ator.

Outras memórias

Memória 1 de 4: Estação Deodoro