PaçoImperial

Tempo de leitura 2 min

Rio Memórias

Entre os séculos XVIII e XIX, o Paço Imperial foi utilizado como Casa dos Governadores, dos Vice-Reis, moradia da Família Real e sede administrativa da cidade.

Reformado a pedido do governador Gomes Freire de Andrade (Conde de Bobadela), o prédio foi inaugurado em 1743 para abrigar a Casa dos Governadores. O engenheiro português José Alpoim se inspirou no Paço das Ribeiras - residência dos monarcas em Lisboa – para elaborar o projeto que marcou o início de uma série de obras e construções responsáveis pela revitalização da atual Praça XV.

Pintura de praça histórica com edifícios e igreja.Descrição da imagem: Esta é uma pintura detalhada de uma praça histórica. Do lado esquerdo, vemos um edifício com várias janelas e varandas. Ao centro, há um palácio com arquitetura clássica, destacando-se por sua fachada ampla e simétrica. À direita, há uma grande igreja com duas torres altas e cúpulas, que se elevam acima dos outros edifícios. Na frente do palácio, pessoas caminham e interagem, enquanto alguns cavalos estão parados. O céu está nublado, dando um tom cinza à cena.

Imagem retirada de https://rainhastragicas.com/2019/05/26/cidade-de-papel/

Em 1763 a cidade do Rio foi elevada à condição de capital da colônia, passando a ser sede administrativa do vice-reinado e moradia do Vice-Rei do Brasil. A Casa dos Governadores tornou-se, então, o Paço dos Vice-Reis. Mas foi em 1808, com a chegada da Família Real, que o edifício viveu a sua fase de maior prestígio: tornou-se residência oficial e o centro de poder do Reinado e do Império - o Paço Real - e, para isso, foi adaptado para abrigar a numerosa corte que veio junto com Dom João VI.

Evento histórico em preto e branco, com multidão na praça e pessoas em balcão.Descrição da imagem: Esta é uma ilustração em preto e branco representando um evento histórico. A cena ocorre em frente a um edifício com arcos decorados, possivelmente o Paço Imperial. Na parte esquerda, um grupo de pessoas está dentro de uma estrutura elevada, possivelmente um balcão ou plataforma, onde alguns seguram bandeiras e documentos. À direita, uma multidão se aglomera na praça, observando atentamente. O céu é claro, e há uma casa à distância no fundo.

Pintura sobre o Dia do Fico

A partir da Independência (1822), o palácio se transformou em Paço Imperial, servindo como sede administrativa (de onde o Imperador despachava) e espaço para festividades e eventos oficiais. Foi palco de eventos históricos importantes como o “Dia do Fico” (1822), quando D. Pedro declarou ao povo, reunido na rua, a sua intenção de ficar no Brasil e a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel (1888).

Pátio interno de edifício histórico com pessoa sentada.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de um pátio interno de um edifício histórico. A imagem mostra uma vista ampla do pátio, com construções de dois andares em torno dele. As paredes são brancas e apresentam janelas com grades metálicas nas varandas. No centro do pátio, há uma abertura que permite a entrada de luz natural. À esquerda, uma pessoa está sentada no chão, aparentemente em uma conversa. O céu é azul com algumas nuvens dispersas.

Imagem retirada de http://www.riofilmcommission.com/tour/paco-imperial-imperial-palace/?lang=en

Após a Proclamação da República (1889), o Paço passou a ser sede dos Correios e Telégrafos. Em 1938 foi tombado pelo IPHAN e, após uma restauração nos anos 80, tornou-se o Centro Cultural Paço Imperial, um espaço para exposições e eventos que conta com um bistrô, um restaurante e, no 1° andar, a biblioteca Paulo Santos, com um acervo composto por títulos sobre Artes Plásticas, Arquitetura e Urbanismo, História do Brasil, Portugal, Rio de Janeiro.

Outras memórias

Memória 1 de 4: Arco do Teles 2