LivrariaeediçõesFolhaSeca

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Rio Memórias

Quem caminha pela rua do Ouvidor tem uma agradável surpresa quando se depara com a charmosa Livraria e Edições Folha Seca. A livraria foi fundada em 1998 no Centro de Artes Hélio Oiticica e, no final de 2003, foi transferida para a rua do Ouvidor, um dos logradouros mais importantes da história literária do Rio: foi sede de periódicos, jornais e editoras-livrarias como a Garnier, Francisco Alves e José Olympio.

Interior da livraria - foto de acervo pessoal

Livraria "Livraria e edições Folha Seca" com prateleiras, escadas e funcionário.Descrição da imagem: A imagem mostra uma livraria chamada "Livraria e edições Folha Seca". A disposição espacial começa pela esquerda, onde há uma série de prateleiras cheias de livros organizados por gêneros. Uma escada metálica está posicionada entre as prateleiras, facilitando o acesso aos livros mais altos. No centro, há uma escada de madeira que leva para um nível superior, onde estão expostos mais livros e algumas obras de arte penduradas nas paredes. À direita, há uma mesa de caixa com um funcionário atrás dela, e ao fundo, mais prateleiras com livros e alguns objetos decorativos. As paredes são verdes e pretas, criando um contraste interessante.

O nome “Folha Seca” é uma homenagem ao lance inventado pelo craque Didi do Botafogo, que consiste em fazer a bola cair de forma imprevisível, assim como uma folha que se desprende da árvore. Além disso, a expressão está na letra do samba de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito muito tocada em momentos festivos da Livraria:

Quando piso em folhas secas/caídas de uma mangueira/penso na minha escola/e nos poetas da minha estação primeira.

Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Idealizada por Rodrigo Ferrari e pela sua ex-sócia Daniela Duarte, a livraria se tornou um ponto de encontro de artistas, intelectuais, historiadores, jornalistas e políticos, aficionados pelo futebol, pelo samba e pela história do Rio de Janeiro. Descrita por muitos como “a mais carioca das livrarias”, o espaço se notabilizou pelas tradicionais rodas de samba como a de 20 de janeiro, dia de São Sebastião e aniversário do espaço.

Interior da livraria - foto de acervo pessoal

Livro aberto em mesa, livraria ao fundo.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de uma livraria. À esquerda, vemos uma pessoa de costas, segurando um saco amarelo. Na frente, há uma mesa com livros abertos e capas coloridas. Ao fundo, há prateleiras cheias de livros organizados por gêneros. À direita, a parede é verde e tem quadros e fotos penduradas. Na parte superior direita, há uma escada com barra preta.

O ambiente espelha os interesses do livreiro Rodrigo Ferrari, ex-aluno do curso de História, mas que não chegou a concluir, carioca, flamenguista, apaixonado por samba, que trabalhou na lendária livraria Dazibao na década de 1990. Por conta de sua experiência e a paixão pelo Rio, Ferrari foi condecorado com a medalha Pedro Ernesto na Câmara dos Vereadores.

Para manter a livraria aberta em razão da pandemia da Covid-19, Rodrigo idealizou uma campanha de arrecadação “A livraria Folha Seca precisa de você”. Foram criadas várias formas de contribuição como pacotes de livros com obras autografadas, canecas de cerâmica com ilustrações da rua do Ouvidor e da Livraria Folha Seca desenhadas pelo caricaturista Cássio Loredano. A arrecadação superou a meta original, surpreendendo o livreiro, tal foi o engajamento do seu público fiel.

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Memória 1 de 4: Livraria da Travessa