Doneoclássicoaoeclético

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Rio Memórias

A introdução do estilo neoclássico pelos integrantes da Missão Artística Francesa (1816) favoreceu o processo de "europeização" da cultura e da arquitetura cariocas. Esquemas simétricos que expressam clareza construtiva e simplicidade de formas a partir do uso de elementos como frontões e colunas deram o tom da paisagem urbana na passagem da primeira para a segunda metade do século XIX. A tônica era o embelezamento e o uso de alvenarias, telhas, metais e vidros, além de detalhes decorativos. Os jardins se multiplicaram e a estética urbana ganhou relevo, com os sobrados e as casas térreas bem construídas atendendo aos interesses burgueses que tomavam conta da cidade.

Edifício histórico com arquitetura clássica, simétrico com estátuas femininas e masculina.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia histórica de um edifício com arquitetura clássica. Do lado esquerdo, vemos uma coluna com uma estátua feminina. Ao centro, há um grande arco com uma estátua masculina em destaque. À direita, outra coluna com uma estátua feminina completa a simetria. O edifício tem uma fachada com muitos detalhes arquitetônicos, incluindo janelas e um frontão com esculturas. No centro da fachada, há uma placa com texto legível.

Entrada da Academia Imperial de Belas Artes. Rio de Janeiro, RJ. Imagem a partir da foto de Marc Ferrez, 1891. Domínio Público - Wikimedia Commons

Na década de 1870, começou a transição do neoclássico para o eclético, um gênero arquitetônico que pensava no futuro e no progresso, a despeito de suas bases em tendências passadas.

Além das modificações nos modos de construir, houve esforços no sentido de libertar as construções dos limites dos terrenos. Mantendo o alinhamento das ruas, as construções recuavam em uma das laterais e, assim, surgiam os jardins privados, com a função de ventilar e iluminar. A paisagem começava a se abrir para as luzes da Belle Époque.

Teatro municipal antigo com arquitetura neoclássica e cúpulas.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia antiga de um teatro municipal. Do lado esquerdo, vemos uma construção histórica com arquitetura neoclássica, destacando-se colunas e um frontão ornado. À direita, há uma estrutura com cúpulas e detalhes decorativos. No centro, o edifício principal apresenta uma fachada clara, com arcos e janelas grandes. Na frente, escadas conduzem à entrada do teatro. Do lado direito, há uma lâmpada de rua antiga. Na parte inferior direita, dois homens estão conversando perto da entrada do teatro. A imagem é em preto e branco.

Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 1912 circa. Autor: Marc Ferrez/ Coleção Gilberto Ferrez, Instituto Moreira Salles.

Outras memórias

Memória 1 de 4: A Comissão de Melhoramentos