Cazuza

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Rio Memórias

Vida Louca Vida, 1988.

Vida louca vida Vida breve Já que eu não posso te levar Quero que você me leve Vida louca vida Vida imensa

Cazuza
Homem nu, pose aberta, fundo claro.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia em preto e branco. No centro, vemos um indivíduo com cabelos curtos e desgrenhados, olhando diretamente para a câmera. Ele está nu do peito para baixo, com os braços estendidos à frente, formando uma pose com as mãos. As mãos estão abertas, com os dedos estendidos. O fundo é claro, com pequenas manchas escuras distribuídas por toda a imagem.

Cazuza deixou sua imensa e breve vida aos 32 anos, mas seu legado musical permanece. Imagem: site Pausa Dramática

Vida imensa, louca e breve... Como ele não pôde levá-la, ela o levou com apenas 32 anos, vítima de AIDS. Ele, Agenor de Miranda Araújo Neto, conhecido como Cazuza - poeta, cantor, compositor carioquíssimo. Seu pai, João Araújo, foi fundador e presidente, por quase quatro décadas, da importante gravadora Som Livre. Sua casa era frequentada pelos maiores nomes da música brasileira, respirava-se música por todos os cantos. Nascido e criado no seio da burguesia, Cazuza se referia à sua classe com palavras cortantes:

"A burguesia fede A burguesia quer ficar rica Enquanto houver burguesia Não vai haver poesia" Era um rebelde com causa, boêmio, frequentador do Baixo Leblon, desafiava os padrões, ousava, inventava amores e dores. Não cursou mais do que um mês da faculdade de comunicação. Encontrou seu caminho no curso de teatro que fez com Perfeito Fortuna e a trupe “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, no Circo Voador (ainda no Arpoador), onde soltou a voz em público pela primeira vez e não parou mais.

Dois homens em evento público, um sorrindo e o outro falando.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de dois homens em um ambiente com público. Na parte esquerda, vemos um homem com cabelos curtos, vestindo uma camisa branca. Ele está sorrindo e olhando para a câmera. Ao seu lado, mais à direita, está outro homem com cabelos longos e ondulados, usando um headband branco. Ele está levantando a mão direita e parece estar falando ou cantando. Ambos estão em frente a uma faixa com letras em preto. O fundo mostra uma multidão de pessoas, sugerindo que este é um evento público, possivelmente um show musical.

Cazuza com Perfeito Fortuna. Imagem: Facebook - Codinome Cazuzeiros

Em 1982, Leo Jaime o indicou para participar dos ensaios da futura banda de sucesso Barão Vermelho com Roberto Frejat, Maurício Barros, Dé e Guto. No verão de 1985, após a apresentação histórica da banda no Rock in Rio, Cazuza resolveu se desligar e seguir carreira solo. Gravou seu primeiro álbum solo Exagerado, que fez grande sucesso. Nesse mesmo ano, descobriu ser portador do vírus HIV.

Quebrando diversos tabus, Cazuza foi a primeira personalidade nacional a admitir publicamente a Aids e se tornou um símbolo da luta contra a doença.

A turnê dirigida por Ney Matogrosso resultou no álbum O Tempo Não Para gravado ao vivo no Canecão. Foi seu maior sucesso, que superou a marca de 500 mil cópias vendidas.

Em 1990, Cazuza viu “a cara da morte, ela estava viva”. Faleceu em julho e deixou seu nome profundamente marcado na geração de jovens dos anos 1980 e 1990.

Depois de sua morte, sua mãe Lucinha Araújo criou a Sociedade Viva Cazuza, que atende a crianças e adolescentes portadoras do HIV. Em 2016, ganhou uma homenagem no bairro do Leblon, onde morou grande parte da sua vida, com uma estátua e praça com seu nome.

Duas pessoas sorridentes em frente a fundo floral.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de duas pessoas sorrindo para a câmera. A pessoa à esquerda tem cabelos curtos e cacheados, vestindo uma camisa com padrões florais em tons de vermelho, amarelo e verde. A pessoa à direita também tem cabelos curtos e cacheados, usando um lenço floral similar. Ambos estão em frente a um fundo com padrões florais em tons de vermelho e branco.

Cazuza e sua mãe, Lucinha, na década de 1980. Foto: Sociedade Viva Cazuza

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