AAlfândega

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Rio Memórias

Num porto atlântico com grande atividade como o do Rio de Janeiro, recebendo e, sobretudo, embarcando tantas mercadorias de valor, era fundamental o controle aduaneiro. Desde o século XVI passou a existir a alfândega da cidade, criada como um setor da Provedoria da Fazenda Real em 1566.

Gravura preto e branco da Alfândega do Rio de Janeiro.Descrição da imagem: Esta é uma gravura em preto e branco representando a Alfândega do Rio de Janeiro. A imagem mostra um grande edifício com várias janelas arredondadas, localizado no centro da cena. À esquerda, há uma embarcação com mastro alto, e à frente, uma série de barracas e carretas estão dispostas em um pátio. Pessoas caminham pela área, alguns carregando carga nas cabeças. À direita, há construções mais baixas e uma rua com edifícios altos. No topo da imagem, está escrito "RIO DE JANEIRO" e no fundo, "ALFANDEGA".

Alfândega, 1856. Gravura de Pieter Gotfred Bertichen. Coleção Brasiliana Itaú

A alfândega é um símbolo da conexão do poder administrativo local com a Coroa Portuguesa, e mais tarde com o Estado Imperial. A cobrança dos impostos, fonte de riqueza governamental, surgia a partir desta parada obrigatória ao aportar na cidade. Por seus fiscais passavam produtos e principalmente pessoas, que eram registradas como mercadoria quando escravizadas.

Pintura portuária com construção azul-vermelha, pessoas reunidas em mesa, barcos de madeira, navios atracados e fortaleza ao fundo.Descrição da imagem: Esta é uma pintura que retrata uma cena portuária. À esquerda, há uma construção com telhado vermelho e paredes azuis. Pessoas estão reunidas em torno de uma mesa na varanda da construção. À frente, várias pessoas estão em barcos de madeira, alguns segurando remos. No fundo, vários navios estão atracados no porto. A paisagem mostra uma fortaleza ao longe, cercada por árvores. O céu está claro com algumas nuvens.

Era comum os viajantes retratarem africanos com expressões vazias, “abobadas” e um tanto animalizadas. Essa narrativa cruzou séculos.

Desembarque de escravizados na Alfândega. Johann Moritz Rugendas, 1835.

A aduana identificava, escrevia, descrevia, contava e estabelecia valores. Trata-se de uma das faces institucionais da chegada na cidade, que tem no comércio atlântico uma de suas mais importantes atividades.

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