Rio Suburbano
CURADORIA
Rafael Mattoso
Falar dos subúrbios pressupõe abordar toda sua complexidade de saberes, sabores e experiências de seus moradores. A galeria Rio Suburbano é um convite para compreendermos a história das áreas que surgiram a partir da construção de fábricas e da linha ferroviária, suas formas próprias de organização espacial, cultural e de mobilidade. Seus saberes e tradições renovados, suas identidades e formas de ser e estar nessa cartografia urbana e afetiva. Trata-se de uma celebração às práticas próprias de seus habitantes. Memórias que dão conta das miudezas da vida suburbana, como correr atrás e deliciar-se com doces de Cosme e Damião, soltar pipa nas ruas e lajes, se apropriar da calçada ou das vias públicas para bater um traço de concreto ou para comemorar alguma data importante.
Explore as salas
Explore as salas
A relação entre o subúrbio e mobilidade está imbricada desde o início. O desenvolvimento e crescimento dessas áreas possui uma estreita ligação com as linhas férreas, ainda no século XIX, e com a abertura de avenidas e caminhos para modais sobre rodas no século XX. Portanto, a história dos subúrbios cariocas está intimamente relacionada à história da expansão da cidade do Rio de Janeiro e à ampliação de seu sistema de transportes. Isso também quer dizer que as dificuldades e penúrias vividas pelos suburbanos dentro de trens, ônibus e vans, apesar de dizerem respeito aos seus respectivos contextos, atravessam gerações de suburbanos. Entre aventuras e desventuras, o trajeto entre casa-trabalho-casa é uma experiência que a população dos subúrbios cariocas experimenta de modo típico.