Rio Suburbano
CURADORIA
Rafael Mattoso
Falar dos subúrbios pressupõe abordar toda sua complexidade de saberes, sabores e experiências de seus moradores. A galeria Rio Suburbano é um convite para compreendermos a história das áreas que surgiram a partir da construção de fábricas e da linha ferroviária, suas formas próprias de organização espacial, cultural e de mobilidade. Seus saberes e tradições renovados, suas identidades e formas de ser e estar nessa cartografia urbana e afetiva. Trata-se de uma celebração às práticas próprias de seus habitantes. Memórias que dão conta das miudezas da vida suburbana, como correr atrás e deliciar-se com doces de Cosme e Damião, soltar pipa nas ruas e lajes, se apropriar da calçada ou das vias públicas para bater um traço de concreto ou para comemorar alguma data importante.
Explore as salas
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Frequentemente as palavras “enxergar” e “ver” são utilizadas como sinônimos para expressar aquilo que percebemos através do sentido da visão. No entanto, existem muitas coisas para além do que as nossas retinas captam. A imagética suburbana é múltipla, colorida, rica de sentidos, cores e formas. Há portanto a necessidade de ver, compreender e significar o mosaico que compõe a complexa atmosfera dos subúrbios. Há também a forma subjetiva de se identificar e ser identificado por aquilo que se expressa visualmente. A identidade e imaginário suburbanos são campos em disputa entre as pessoas que vivem, as que apenas veem — e aquelas que nem isso, mas ainda assim possuem uma imagem do subúrbio no campo em suas cabeças.