Rio na Moda
CURADORIA
Carolina Casarin
REVISÃO
Davi Aroeira Kacowicz
REVISÃO
Vinicius Pontes Martins
REVISÃO
Lívia de Sá Baião
A galeria investiga o universo da indumentária no Rio de Janeiro — dos povos originários que habitavam o território onde hoje é a cidade, e da tensão entre o nu e o vestido, até as modistas, costureiras e estilistas que marcaram a moda carioca ao longo do tempo.
Explore as salas
Explore as salas
Nesta sala são exibidos alguns modos de vestir da população carioca entre meados do século XVIII e as primeiras décadas do XIX, quando o Rio se consolidou como centro político do Brasil colonial. Foram utilizados como inspiração os clássicos livros do memorialista Luiz Edmundo e do autor oitocentista Manuel Antonio de Almeida, além dos inúmeros relatos e desenhos dos viajantes europeus que passaram pela cidade no tempo dos vice-reis e do rei.
Numa sociedade de hierarquias rígidas, moldada pela escravidão, pela moral católica e pelas normas do Antigo Regime, as aparências eram constantemente vigiadas. Os homens circulavam protegidos por capotes, chapéus, cabeleiras, espadas e bengalas, compondo uma masculinidade pública feita de autoridade, etiqueta, distinção e controle.
Já para as mulheres brancas da elite, senhoras recolhidas atrás das janelas, o ideal dominante era o da clausura doméstica: aparecer pouco, sempre acompanhada e invariavelmente coberta. A mantilha, o rebuço e outras peças de vestuário que cobriam o corpo regulavam a presença feminina na cidade.