Rio na Moda
CURADORIA
Carolina Casarin
REVISÃO
Davi Aroeira Kacowicz
REVISÃO
Vinicius Pontes Martins
REVISÃO
Lívia de Sá Baião
A galeria investiga o universo da indumentária no Rio de Janeiro — dos povos originários que habitavam o território onde hoje é a cidade, e da tensão entre o nu e o vestido, até as modistas, costureiras e estilistas que marcaram a moda carioca ao longo do tempo.
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Os jornais e revistas com suas colunas sociais, crônicas, ilustrações e fotografias ensinaram o público a olhar, desejar, julgar e interpretar as aparências. A imprensa foi decisiva para transformar os modos de vestir em cultura de moda. Esta sala é dedicada a apresentar como a imprensa ajudou a colocar a moda na boca e no bolso do povo, tornando-a assunto de conversa e objeto de consumo.
Desde o fim do século XIX, a imprensa ilustrada ganhou força no país. Revistas cada vez mais sofisticadas iam surgindo, entrelaçando moda, consumo e celebridades. A revista O Cruzeiro , lançada em 1928, foi a pioneira, nela Alceu Penna criou suas célebres “Garotas”, jovens desenhadas que divulgaram um ideal de mulher moderna e urbana, que aparentava desenvoltura, mas, na verdade, reproduzia uma moral de classe e controle. Depois surgiram outras publicações como Manchete e Joia que seguiram na mesma linha.
Mas, falar sobre moda e imprensa não se limita a debater apenas o que se vestia , mas também quem podia aparecer, ser fotografado, desenhado e transformado em imaginário carioca. A moda dos malandros da Lapa, do terno claro, do chapéu e do sapato bicolor, que a imprensa perseguiu e, ao mesmo tempo, ajudou a imortalizar. Ou a imagem do pijama usado por Getúlio Vargas ao se suicidar, em 1954, difundida à exaustão: uma peça íntima que se transformou em documento político.