Rio na Moda

CURADORIA

Carolina Casarin

REVISÃO

Davi Aroeira Kacowicz

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Vinicius Pontes Martins

REVISÃO

Lívia de Sá Baião

A galeria investiga o universo da indumentária no Rio de Janeiro — dos povos originários que habitavam o território onde hoje é a cidade, e da tensão entre o nu e o vestido, até as modistas, costureiras e estilistas que marcaram a moda carioca ao longo do tempo.

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Entre as décadas de 1950 e 1970, ser reconhecido como criador de alta-costura exigia mais do que talento técnico: era preciso construir prestígio e formar uma clientela exclusiva, disposta a investir em peças confeccionadas artesanalmente, com atenção individualizada e alto valor. Esta sala é dedicada aos diversos profissionais que, apesar das dificuldades, conseguiram desenvolver trajetórias relevantes na alta moda carioca. Nomes como José Ronaldo, Elza Haouche, Guilherme Guimarães, Zuzu Angel e Hugo Rocha contribuíram para consolidar o Rio de Janeiro como um cenário de criação sofisticado e voltado à exclusividade.

A atuação desses criadores oscilava entre a influência da moda francesa e a busca por uma linguagem nacional independente. Havia um acordo tácito entre profissionais e clientes de que a França ditava as regras da elegância. Nesse cenário de distinção social, a produção de moda do Rio de Janeiro e de São Paulo dependia da proximidade com os lançamentos de Paris para legitimar-se perante as elites locais. Entretanto, “havia chegado o momento de o Brasil ter seus próprios criadores de moda – de alta moda, sob medida. Quem assinaria, por exemplo, a moda desfilada nas passarelas de um evento como o Miss Elegante Bangu?”. A demanda por autoria nas passarelas era evidente: as roupas precisavam carregar uma assinatura própria, provando que a sociedade brasileira era capaz de projetar seus próprios nomes de destaque no cenário da moda.

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