BoateSótão

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Rio Memórias

A Galeria Alaska, em Copacabana, já era famosa por ser um reduto gay, quando a Boate Sótão abriu suas portas, em 1970. A proposta era oferecer um espaço de diversão noturna mais sofisticado, em contraponto aos inferninhos que tomavam a galeria e causavam escândalo aos defensores dos bons costumes locais.

Anúncio de boate "Sótão" em preto e branco, oferecendo samba.Descrição da imagem: A imagem é um anúncio de uma boate chamada "Sótão". Está em preto e branco e apresenta uma disposição vertical, com elementos organizados de cima para baixo e de esquerda para direita. Na parte superior esquerda, há um logotipo com uma coroa e o número "8". A direita disso, o nome "Sótão" está em destaque, seguido por "Boate" abaixo dele. Em seguida, está escrito "Wonderful Samba", indicando o tipo de show oferecido. Abaixo, há informações sobre a direção, coreografia e figurinos, mencionando nomes como Roberto Reis, Raul Soares e Fernanda. No final, está a informação de horário e endereço: "Diariamente à 0h30min." e "Av Copacabana 1241 Galeria Alaska".

Anúncio da Boate Sótão

No cenário rebuscado — bonecos, manequins e bichos empalhados se multiplicavam à luz das paredes espelhadas —, apresentaram-se atrações musicais de primeira linha. Na segunda metade da década, mergulhou de cabeça na onda disco club e contou cada vez mais com a adesão do público gay. A boate entrou em decadência nos anos 1980, assim como a própria Galeria Alaska, que viu sua verve boêmia se esvaziar com a estigmatização crescente dos homens gays, a reboque do pânico provocado pela epidemia de HIV.

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