MetroPasseio

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Rio Memórias

O empresário espanhol Francisco Serrador sonhava torná-la nossa Times Square, nossa Broadway, uma cidade de brinquedo. Um império do entretenimento com cinemas, teatros, hotéis e restaurantes. Foi assim que o quadrilátero da praça Floriano Peixoto e seu entorno virou, de fato, uma "Cinelândia": terra de cinemas. Naquelas décadas de 1920 e 1930, afinal, eles se tornaram muitos. Havia o Capitólio, o Glória, o Cine-Palácio, o Pathé, o Império, o Odeon, o Alhambra, o Rex, o Rio, o Plaza, o Metro.

Teatro preto e branco com entrada lotada.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de um teatro. Do lado esquerdo, há árvores com folhas densas. No centro, o edifício do teatro tem uma fachada clara com janelas e varandas decorativas. Na parte superior, há um balcão com balaustrada. O nome do filme "A Butres Humanos" está escrito em letras grandes na marquise do teatro, junto com os nomes dos atores "Alan Ladd". A entrada do teatro está lotada de pessoas caminhando e conversando.

O primeiro deles — não só da região central, mas da cidade — foi o Parisiense. Foi inaugurado em 1907, na avenida Central, hoje Rio Branco, número 179, no lugar do atual Edifício Avenida Central. Havia também o Cine Pathé, um dos cinemas mais luxuosos da região. Era local de estreia de grandes hits do cinema americano. Foi inaugurado em 1907, num prédio que até hoje chama atenção por sua arquitetura art déco. Em 1999, foi vendido e se transformou numa igreja evangélica.

Evento social em salão decorado, com convidados em trajes formais.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de um evento social em um salão decorado com lustres e balcões ornamentados. A imagem mostra uma multidão de pessoas vestindo trajes formais, incluindo chapéus de palha, em uma sala cheia de detalhes arquitetônicos. À esquerda, vemos uma parede com pinturas e plantas, enquanto à direita há um balcão com pessoas observando. No centro, a maioria dos convidados está em pé, conversando e interagindo.

O Cine Palácio também tem história. O prédio que o abrigava foi projetado por Adolfo Morales de Los Ríos e, originalmente, construído para ser o Cassino Nacional Brasileiro. Em 1901, recebeu uma reforma que o transformou num teatro de variedades. Em 1917, tornou-se cinema e, em 1929, exibiu o primeiro filme totalmente falado: Melodia da Broadway. Em 2008, encerrou suas atividades. Hoje, o prédio abriga o Teatro Riachuelo Rio.

Já o Cine Vitória teve seu auge nas décadas de 1950 e 1960. Luxuoso e espaçoso, retratava muito bem o glamour da região. Foi inaugurado em 1942, com a exibição do filme O Grande Ditador, de Charles Chaplin. Na década de 1970, com a perda de público, passou a exibir filmes pornográficos. Em 1988, parou de funcionar, e o local foi abandonado. Em 2012, no local do cinema, foi inaugurada uma filial da Livraria Cultura que, em 2018, fechou.

Por fim, o Cinema Metro-Passeio, que ficava na rua do Passeio 62, era o cinema mais moderno da cidade, quando de sua inauguração, em 1936. Abrigava quase 2 mil espectadores, e a grande novidade era o ar-condicionado, que até então, só existia num pequeno cinema da avenida Atlântica chamado Varieté. Era comum as pessoas entrarem ali só para desfrutarem do ar fresco. Encerrou suas atividades em 1980.

Outras memórias

Memória 1 de 4: Cinema Paissandu