Rio de Conflitos
CURADORIA
Heloisa Murgel Starling
O carioca não é pacífico. A falácia desse mito se revela, ao navegarmos pelas 75 "memórias" que narram acontecimentos violentos, desde as guerras indígenas até os protestos de 2013. Conflitos civis, golpes de Estado, marchas, revoltas e motins desfilam diante dos nossos olhos, construindo uma outra narrativa sobre a cidade e seu povo.
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Na década de 1980, não foram poucas as vezes em que um acontecimento de relevância nacional se tornou a senha para que amplos setores sociais tomassem as ruas do Rio de Janeiro. Ocupar as ruas e praças era uma ação efetiva, utilizada como forma de acesso ao debate, quando todos os outros dispositivos de diálogo estavam fechados. Passeatas, piquetes e protestos de rua são estratégias de ocupação do mundo público empregadas pelos novos atores políticos que inauguraram a Nova República no Brasil.