Rio das Artes

CURADORIA

Frederico Coelho

As memórias dos diversos nomes, movimentos e obras ligados às artes visuais que ocorreram no Rio de Janeiro são ligados tanto ao papel das instituições oficiais e privadas que alimentaram a formação e circulação de artistas, quanto ao que aconteceu e acontece nas suas ruas. Desde a sua organização ao redor de iniciativas da corte de Dom João VI até os grandes nomes internacionais e as práticas contemporâneas, o lugar da arte na cidade teve papel decisivo para o carioca. Mesmo que seja geralmente visto como um segmento ligado às elites, são diversos os caminhos que a criação estética se espraia em nossa história.

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Mesmo perdendo em 1960 sua condição de capital do país, o Rio de Janeiro seguiu como um dos epicentros criativos nacionais. O crescimento das tensões políticas durante o período da guerra fria internacional transformou as artes em um espaço de reflexão e engajamento. A politização que ocorria principalmente no âmbito do cinema, da música popular e do teatro, também atinge as artes visuais. Mostras e movimentos seguem ocorrendo em uma cidade com cada vez mais galerias e novos artistas. Em meio ao clima de autoritarismo que cresce ao longo dos anos, a pintura pop norte-americana, as novas técnicas ligadas ao design gráfico ou as primeiras performances públicas conviviam com uma busca por fazer da arte um meio mais popular em uma cidade cuja miséria econômica e a violência urbana cresciam cada vez mais.

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