Rio das Artes

CURADORIA

Frederico Coelho

As memórias dos diversos nomes, movimentos e obras ligados às artes visuais que ocorreram no Rio de Janeiro são ligados tanto ao papel das instituições oficiais e privadas que alimentaram a formação e circulação de artistas, quanto ao que aconteceu e acontece nas suas ruas. Desde a sua organização ao redor de iniciativas da corte de Dom João VI até os grandes nomes internacionais e as práticas contemporâneas, o lugar da arte na cidade teve papel decisivo para o carioca. Mesmo que seja geralmente visto como um segmento ligado às elites, são diversos os caminhos que a criação estética se espraia em nossa história.

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Com a ascensão de Getúlio Vargas e do Estado Novo, a busca pela produção de simbologias nacionais através da imagem reafirmou o papel do Rio de Janeiro como capital cultural e visual do país. Dentre o surgimento de jovens talentos e a consolidação das conquistas advindas do modernismo dos anos 1920, o ensino e a crítica das artes visuais na cidade retomam debates acalorados da virada do século, na tentativa de uma maior abertura das instituições para um novo pensamento de arte e de Brasil. Novos grupos, como o Núcleo Bernardelli, surgem por fora do academicismo ainda presente. Cândido Portinari se destaca como o maior artista brasileiro, porém, nomes como Guignard e Santa Rosa trabalham com afinco no dia a dia da arte carioca. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, artistas de outros países se instalam em um espaço urbano que atravessa modificações profundas em seu desenho e edificações. Com um governo ditatorial, a produção de obras de grande vulto e a eleição de artistas como ícones nacionais dão o tom de um período conturbado para a cidade, o país e o mundo.

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