Transporteurbano:obonde

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Rio Memórias

Os bondes estão entre os mais cultuados e celebrados meios de transporte. No Rio, esses serviços começaram a ser implantados no período do Segundo Reinado, em 1859, quando a cidade ainda era tipicamente colonial e precária. A primeira linha conectava a praça Tiradentes à Tijuca. Houve a fase dos bondes puxados a burro por toda a cidade, que teve grande expansão na década de 1870, quando surgiram diversos novos empreendimentos. Animal obediente e trabalhador, dotado de grande força e resistência, o burro foi um agente essencial da economia local desde tempos primordiais da colônia. Na imagem, vemos um dos locais onde viviam, ao tempo em que puxavam os bondes pela cidade. Essa região da cidade, Cascadura e Madureira, foi aquela onde essa modalidade de transporte perdurou por mais tempo – até 1928.

Imagem rural antiga com cabanas, animais e montanhas.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga em preto e branco. A imagem mostra um ambiente rural com várias cabanas e animais. Do lado esquerdo, há uma estrutura coberta por telhas, provavelmente uma cabana ou celeiro. À frente dessa estrutura, vários animais estão distribuídos no chão arenoso. No centro da imagem, há mais animais, incluindo cavalos e vacas, que parecem estar pastando ou caminhando. Ao fundo, há uma série de montanhas cobertas de vegetação densa. A direita, há árvores e arbustos próximos à borda da imagem. Na parte inferior direita, há uma inscrição que parece ser uma data e um número, mas não é clara.

Local de guarda dos burros - Madureira - 31/08/1926 – Augusto Malta

Nesta fotografia de Madureira, vemos o que seria uma garagem de bondes. Mas o que esta imagem documenta e é raro na iconografia fotográfica carioca de então, é o ponto de captação de água à direita da imagem, realçado no detalhe a seguir.

Cena urbana antiga com transporte e vegetação.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga em preto e branco, mostrando uma cena de transporte urbano. Do lado esquerdo, vemos algumas casas simples com telhados inclinados. Ao centro, há uma construção com um arco, possivelmente um ponto de parada para o bonde. À direita, há estruturas que parecem ser estações de bonde. No fundo, há montanhas cobertas por vegetação densa. A esquerda também há uma árvore grande e palmeiras à direita. Pessoas estão caminhando e conversando perto das estações. No canto inferior direito, há uma série de números "1226".

Madureira – 31/08/1926 – Augusto Malta

Enquanto um homem se afasta com duas moringas, as três mulheres junto ao que parece ser um poço, esperam o momento de levar os seus vasilhames. Duas delas os levarão à cabeça – onde suas rodilhas estão devidamente instaladas, a espera das moringas.

Fotografia preto e branco de uma cena urbana com bonde, homens caminhando, mulheres conversando e colina verde.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de uma cena urbana. Do lado esquerdo, vemos um bonde parado na calçada. À frente dele, dois homens caminham em direção à câmera. Atrás do bonde, há uma pequena construção com telhado inclinado. No centro da imagem, três mulheres estão conversando perto de um muro. Elas estão vestindo roupas tradicionais, com saias longas e blusas. Ao fundo, há uma colina coberta por vegetação e algumas árvores, incluindo palmeiras. Na parte superior direita da imagem, vemos o topo de uma construção. No canto inferior direito, está o número "1226".

Detalhe da fotografia Madureira – 31/08/1926 – Augusto Malta

Embora a Lapa tenha mudado bastante, do ponto de vista desta fotografia, quem conhece a região consegue facilmente identificar aquele lugar – porque certas ruas e largos conseguem manter a sua personalidade, a sua aparência, apesar das sucessivas intervenções sofridas ao longo das décadas. E pensar que naquelas redondezas existia uma lagoa, quando a cidade nasceu! Na imagem, o bonde puxado a burro é o principal sinal a nos possibilitar a sua datação.

Praça histórica com bonde, edifícios e hotel.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia histórica em preto e branco de uma praça com transporte urbano. Do lado esquerdo, há um edifício com torre e sino, enquanto à direita está o Grande Hotel. No centro, há construções de dois andares com arquitetura tradicional, incluindo varandas e janelas decorativas. Na parte central da imagem, um bonde de tração animal está em movimento pela rua. Pessoas caminham pelo calçadão e carruagens estão estacionadas.

Largo da Lapa – 19/01/1906 – Augusto Malta

Foi em 1906, enquanto construía a primeira usina para trazer energia elétrica em larga escala para a cidade, que a Light adquiriu o controle acionário da Ferro Carril de Vila Isabel, da Companhia de São Cristóvão e da Companhia de Carris Urbanos, unificando-as. A essas se juntaram a Ferro Carril do Jardim Botânico e a Ferro Carril Carioca. Assim iniciou-se a implantação de um sistema unificado de bondes elétricos, que viriam a cobrir a cidade de norte a sul. Mas os bondes puxados a burro ainda estiveram presentes na carteira de serviços prestados pela Light por muito tempo; a substituição foi gradual e durou até 1928. As linhas do Centro para a Zona Sul e Zona Norte tiveram prioridade. Já no subúrbio, apesar das reclamações e pedidos, os burros ainda persistiram. Na medida em que a Light ia precisando deles em menor número, tratava de dar-lhes outro destino e novas funções. Este anúncio é de São Paulo: “Burros. A Companhia Light & Power tendo suprimido algumas linhas de tração animal nos bairros já servidos por bondes elétricos, tem à venda grande número de excelentes animais para carroça, arado, tróleis, etc. etc. [...].”

Bonde antigo com pessoas em pé e dois cavalos amarrados.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga de um bonde, com várias pessoas em pé sobre ele. A imagem está em preto e branco. Do lado esquerdo, vemos homens vestindo ternos e chapéus, alguns segurando objetos como bolsas ou jornais. No centro, mais pessoas estão em pé, alguns usando ternos e outros em roupas mais casuais, como calças brancas e camisas. À direita, um homem está sentado no banco do motorista, com um chapéu e um lenço na cabeça. Do lado direito, dois cavalos estão amarrados ao bonde. Ao fundo, vemos uma linha de árvores e um céu claro.

Bonde a tração animal – 31/08/1926 – Augusto Malta

O bonde vazio nos dá a exata noção de suas dimensões e disponibilidade de assentos. Eram carros pequenos, adequados às possibilidades dos animais – verdadeiros heróis. Por detrás do bonde, vemos o estoque de trilhos depositados no solo. Testemunho das iniciativas de expansão e melhoramentos do sistema de transporte.

Bonde em movimento com palmeiras e cavalos, cena antiga.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga em preto e branco de um bonde. Do lado esquerdo, há palmeiras altas e uma pequena casa de madeira. No centro, o bonde está em movimento sobre trilhos de ferro. Três pessoas estão no bonde: dois homens estão de pé, um dirigindo e o outro sentado. Atrás do bonde, há mais uma pessoa sentada. À direita, dois cavalos estão acoplados ao bonde. No fundo, há uma linha de árvores e uma colina.

Bonde a tração animal em Madureira – 31/03/1928 – Augusto Malta

Para quem percorria o trajeto entre Madureira e o Centro, por exemplo, o percurso do bonde tinha duas etapas. A fotografia mostra um bonde “Junção do Elétrico”, que trazia os cidadãos até o ponto, onde faziam a baldeação para um bonde elétrico, que os conduzia ao seu destino final.

Bonde antigo em preto e branco, com assentos e placa "JUNCAOdoELECTRICO" e "MIXTO".Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga de um bonde, retratado em preto e branco. No primeiro plano, vemos o bonde, com sua estrutura metálica e assentos para passageiros. Na parte superior do bonde, há uma placa com o texto "JUNCAOdoELECTRICO" e "MIXTO". Ao fundo, há uma construção de madeira com telhado inclinado, onde se pode ver algumas caixas empilhadas. A estrutura do bonde está posicionada sobre trilhos, sugerindo que ele está em uma plataforma ou pátio de trens.

Light: Oficina em São Cristóvão – 03/04/1904 – Augusto Malta

Havia bondes para todos os usos e funções. Eles mudaram a vida na cidade, integrando-se a ela, encurtando distâncias e possibilitando novas vivências. Marcaram presença, inclusive, em todas as formas de expressão; na escrita, na encenação, na música e nas artes visuais. Os bondes convencionais para transporte de passageiros integravam uma diversificada lista de modelos em uso; cada um deles cumprindo distintas funções. Nesta imagem, um bonde correio.

Bonde antigo em preto e branco, assentos vazios e placa ornamentada.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de um bonde antigo, retratado em preto e branco. A imagem mostra o bonde parado em frente a uma parede de tijolos, com uma estrutura de cobblestone no chão. Do lado esquerdo, vemos parte do bonde com assentos vazios. No centro, há uma porta aberta, revelando o interior escuro do veículo. À direita, mais assentos estão visíveis. Na parte superior do bonde, há uma placa com letras ornamentais. No canto inferior direito, está o número "C-294".

Light and Power - Bonde do Correio – 03/04/1907 – Augusto Malta

Um ‘bonde de distinção’ para eventos, tais como batizados e casamentos. Estes eram decorados internamente com fino mobiliário, cortinas de renda branca e flores de laranjeiras.

Bonde antigo em frente a construção texturada, dia ensolarado.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga de um bonde, um meio de transporte público comum no início do século XX. A imagem mostra o bonde em frente a uma construção com telhado inclinado e parede texturizada. O bonde está posicionado no centro da imagem, com sua estrutura principal ocupando a maior parte do quadro. Ele tem uma cobertura aberta no topo, protegendo os passageiros do sol. Na parte inferior, há um compartimento fechado com uma decoração geométrica. À direita do bonde, há uma porta grande, enquanto à esquerda há uma janela com grades. O chão é de pedra, e o céu é claro, indicando um dia ensolarado. No canto inferior direito da imagem, há uma inscrição que lê "C-275" e "Light and Power S. Christovão Carre de Casamento Rio 24-07".

São Cristóvão, Carro (bonde) de Casamento – 03/04/1907 – Augusto Malta

Imagem 1 de 2: São Cristóvão, Carro (bonde) de Casamento – 03/04/1907 – Augusto Malta

Fotografia de um bonde bagageiro – o ‘caradura’, depois chamado de "taioba", que passou a circular na década de 1880. No bagageiro, era permitido transportar pequenas cargas, o que não era possível no bonde comum. A passagem era mais barata visando à concorrência com as charretes e carroças. Os passageiros podiam viajar descalços e sem colarinho, levando todo tipo de mercadoria, inclusive os jacás de galinhas e outras aves, tabuleiros de doces, frutas e verduras etc.

Bonde antigo em preto e branco, em frente a construção com telhado inclinado.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga de um bonde, retratado em preto e branco. A imagem mostra um bonde parado em frente a uma construção com telhado inclinado. Do lado esquerdo, há uma estrutura coberta por uma telha de telhado inclinado. À direita, o bonde está posicionado sobre trilhos de ferro, com rodas grandes e detalhes metálicos visíveis. O bonde tem uma cobertura superior e laterais com janelas fechadas por grades. Na parte frontal do bonde, há uma placa com o número "119" e a palavra "BAGAGEM" repetida em ambos os lados.

São Cristóvão - Bonde bagageiro ou caradura – 03/04/1907 – Augusto Malta

Havia até o bonde mortuário, para levar os caixões ao seu destino final. Como se vê, a concorrência já se impunha às carruagens em diversas categorias, indicando as alternativas de transporte que apontavam para um novo tempo na cidade do Rio de Janeiro.

Bonde puxado por elefantes em foto antiga.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga de um bonde, um meio de transporte público comum no início do século XX. A imagem mostra um bonde em trilhos, puxado por dois elefantes. À esquerda, vemos os elefantes, enquanto à direita está o bonde, com sua estrutura de madeira e telhado coberto de telhas. No centro do bonde, há uma pessoa de pé, segurando o alça do animal. Ao fundo, vemos uma construção simples, possivelmente uma casa ou barracão, com telhado de telhas e paredes de tijolos. O terreno em torno do bonde é arenoso, com pedras espalhadas no chão.

Madureira – Carro Fúnebre - 28/02/1926 – Augusto Malta