SurfistasdeTremeÔnibus

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Rio Memórias

Década de 1990, subúrbio carioca, funk nas caixas de som. Nas estações e trens superlotados, surfistas de trem se equilibram entre a vida e a morte em cima de vagões. Nada a exaltar, apenas a lamentar: ao menos um jovem por semana perderia a vida caindo nos trilhos ou eletrocutado pelos 4.400 volts dos cabos de alta tensão da linha férrea. Uma triste realidade.

Dois homens em um trem: um caminhando sobre o teto, outro olhando pela janela.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de dois homens em um trem. Do lado esquerdo, um homem está caminhando sobre o teto do trem, enquanto outro está parado na janela, olhando para baixo. O fundo mostra trilhos de trens.

Surfe ferroviário – Foto de Vivi Rocha

Embora a pena para os infratores fosse elevada, com multa e um período de até oito anos de prisão, a adrenalina falava mais alto. Os jovens saíram dos trilhos para as ruas e passaram a se pendurar para fora de ônibus e lotações a caminho da praia e de jogos de futebol, dando origem ao “surfe rodoviário”. Um grito de alerta?

Felizmente, a prática perdeu sua força e hoje são raros os exemplos, mas deixou marcas nas famílias que perderam seus filhos e irmãos. Deixou marcas em um Rio sempre em movimento.

Foto de Marcos Prado, 1988. Revista TRIP

Dois jovens em um trem em movimento, urbano e montanhoso.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia colorida de dois jovens em um trem em movimento. A imagem captura um momento dinâmico, com os dois meninos sentados em uma das vagas do trem. O jovem à frente está de pé, apoiado no assento, enquanto o outro está sentado, olhando para a câmera. Ambos estão usando roupas casuais. Ao fundo, há construções urbanas e uma paisagem montanhosa sob um céu azul com nuvens dispersas.

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