Revoltados18doForte

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Júlia Kern Castro

Os 18 de Copacabana - Gastão Formenti, 1930

Em 5 de julho de 1922, tenentes do Exército Brasileiro no Rio de Janeiro se sublevaram em oposição à vitória do candidato à presidência Arthur Bernardes e ao processo eleitoral. Os militares já estavam insatisfeitos com a República, controlada pelas oligarquias agrárias de Minas Gerais e São Paulo. Tendo como palco principal o Forte de Copacabana, o levante, que terminou com a adesão de apenas 18 militares, entrou para a história como a Revolta dos 18 do Forte.

Revolta dos 18 do Forte de Copacabana: tenentes vão de encontro às forças legalistas, na Avenida Atlântica, Rio de Janeiro - 1922 - Autor desconhecido. Wikimedia Commons.

Homem com rifle caminha à esquerda; soldados avançam; homem olha para praia; soldados avançam pela calçada; praia e ondas ao fundo.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia preto e branco. Na parte esquerda, vemos um homem de terno e chapéu caminhando com um rifle à mão. À sua frente, dois homens vestidos com uniformes militares avançam em direção à praia. No centro, um homem está parado na água, olhando para os soldados. À direita, dois soldados avançam pela calçada, segurando rifles. O fundo mostra a praia com ondas batendo na areia.

Arthur Bernardes disputou com Nilo Peçanha a sucessão presidencial de Epitácio Pessoa, aumentando as contradições entre o Exército e as oligarquias dominantes. A situação foi agravada, quando a imprensa divulgou cartas supostamente escritas pelo candidato Bernardes, com acusações ao Exército e ofensas ao marechal Hermes da Fonseca, presidente do Clube Militar. Uma desavença com Epitácio, sobre a sucessão estadual de Pernambuco, resultou na prisão do marechal e no fechamento do Clube Militar, em 2 de julho de 1922.

Dias depois, iniciou-se o levante. Diferentemente dos planos iniciais, que previam a adesão de outros estados e setores, somente o Forte de Copacabana e a Escola Militar de Realengo o concretizaram. Os rebeldes bombardearam vários polos militares, como o Quartel General e o Arsenal de Marinha. Após breves combates, as forças do governo dominaram a sublevação, restando apenas o Forte de Copacabana.

O tenente Odilio Denys e outros revoltosos de 1922 na casa de correção "Colônia Fluminense". Arquivo Odilio Denys/CPDoc/FGV

Grupo de homens em uniformes militares em foto preto e branco.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de um grupo de homens em uniformes militares. Os homens estão dispostos em duas fileiras: na primeira fila, cinco estão sentados em cadeiras numeradas de 1 a 5; na segunda fila, seis estão de pé atrás dos sentados. Todos os homens têm números escritos em suas calças, com "8", "9" e "10" visíveis. Na parte superior da imagem, há uma série de janelas numeradas de 1 a 6.

Os líderes da revolta liberaram a saída dos combatentes que o desejassem, escolha feita pela maioria dos 301 envolvidos. Munidos de fuzis e revólveres, 28 oficiais decidiram prosseguir e saíram em marcha pela avenida Atlântica para confrontar a tropa legalista. No trajeto, receberam a adesão de um civil, Otávio Correia, e a desistência de dez dos militares. Os últimos 18 revoltosos marcharam em meio ao tiroteio. Apenas dois deles sobreviveram: os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, importantes personagens nas décadas seguintes.

Eduardo Gomes e Henrique Cordeiro Autran, por ocasião de missa realizada na Igreja da Candelária, em comemoração ao cinquentenário da Revolta de 1922 - 1972. Arquivo Clube /CPDoc/FGV

Dois homens em trajes formais em preto e branco.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de dois homens em trajes formais. A figura à esquerda está de costas para a câmera, enquanto a figura à direita está de frente. Ambos usam óculos e gravatas. O fundo parece ser um interior com uma porta e uma janela com grades.

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