O Ilê Asè Omo Odo Afefé Foi fundado há 10 anos em Campo Grande, zona oeste do Rio, mas em dezembro de 2020, uma mudança de endereço levou o terreiro para a rua Panamá, nº 100, no bairro da Penha.
O Babalorisà Azury Ty Logun Edé (Azury Peixoto), Filho do Babalorisà Marcos Vinicius Ty Omolu (Marcos Vinicius), representavam também o famoso Axé Olaria, um terreiro de candomblé que se localiza no bairro próximo à Penha.
O Babalorisà Azury Ty Logun Edé. Foto: Instagram do Ilê Asé Omo Odo Afefé
O Ilê é sempre bem frequentado em dias de festa, por pessoas do bairro ou de vários outros lugares do Rio de Janeiro, inclusive por filhos e amigos de fora do Estado. Mas infelizmente, assim como muitas outras casas de religiões de Matriz Africana, o Ilé Omo Odo Afefé sofre muito preconceito e ataques racistas.
Foto: Instagram do Ilê Asé Omo Odo Afefé
Os ataques partem de vizinhos, de policiais e também da internet. Em um desses ataques, uma senhora jogou um balde de água em todos os filhos, durante uma função religiosa. Um outro ataque quase colocou a vida de todos os filhos e amigos presentes em risco. Um rapaz entrou armado durante uma festa, estava alcoolizado e nitidamente incomodado, por conta do seu próprio preconceito.
Mesmo assim, seguimos juntos e fortes, na luta contra o racismo religioso, e a cada dia mais, conquistando nosso espaço. O Ilé Asé Omo Odo Afefé representa amor, felicidade e muito axé.