ParqueShanghai

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Rio Memórias

Parque Shanghai na Penha

Parque de diversões à noite com roda-gigante e igreja histórica.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de um parque de diversões à noite. No primeiro plano, vemos uma grande roda-gigante em movimento, com luzes coloridas que brilham intensamente. À esquerda, há árvores verdes densas. No fundo, vemos uma construção histórica com duas torres altas e um telhado inclinado, possivelmente uma igreja ou edifício religioso. A iluminação é suave, sugerindo que a foto foi tirada durante o crepúsculo.

Quem foi criança no subúrbio carioca dos anos 1980 certamente experimentou a alegria das visitas conjugadas à Igreja da Penha, com sua escadaria interminável, e aos brinquedos do Shanghai, instalado logo ao lado, um dos parques de diversão mais tradicionais do Rio. A dobradinha entre fé e brincadeira infantil, porém, nem sempre esteve na alma do Shanghai, já que o parque habitou diversos outros pontos da cidade — e, dizem, até do país —, antes de se instalar definitivamente na Penha. O primeiro deles, por exemplo, teria sido o terreno onde mais tarde foi construído o aeroporto Santos Dumont. Depois, teria passado também pela região do Campo de São Cristóvão.

Parque com estrutura circular, árvores e construção histórica.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de um parque. Do lado esquerdo, há uma estrutura circular com uma cúpula, possivelmente um carrossel. Pessoas estão distribuídas ao redor, algumas caminhando e outras se aglomerando perto do carrossel. À medida que olhamos para a direita, vemos árvores altas e espalhadas, formando uma área verde. No fundo, há uma estrada com alguns veículos e mais pessoas caminhando. Mais ao fundo, há uma construção elevada, possivelmente uma fortaleza ou edifício histórico. A imagem está assinada "CASCADURA" no canto inferior esquerdo.

O Parque Shanghai existe até hoje, e dizem inclusive que ganhou nova vida nos últimos anos, com o clima de mais tranquilidade que foi possível graças ao processo de pacificação experimentado pelas comunidades do entorno. Uma paz frágil, sabemos, e que já voltou a arrefecer. Seja como for, a imagem do dragão serelepe, mascote do parque, ainda reluz no cotidiano da região conhecida como “subúrbio da Leopoldina”. E, se o Shanghai integra esta galeria de desaparecimentos, é apenas um pretexto para que voltemos mais os olhos para ele e para o seu alegre convite a reviver o que eram os domingos do passado.

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