Ônibus:primeirosmodelos

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Rio Memórias

A primeira linha de ônibus a combustão do Rio de Janeiro começou a circular em 1908, entre a Praça Mauá e o Passeio Público. E na ocasião da Exposição Nacional, ofereceu-se, ainda, o percurso até a Praia Vermelha. Depois vieram outras linhas, até a chegada dos primeiros ônibus elétricos, em 1916. Dois anos depois, a Light adquiriu aquela concessão. A primeira experiência da companhia foi com ônibus elétricos a partir de 1919, quando implantou uma linha que circulava pela avenida Central (hoje Rio Branco), entre o Palácio Monroe e a Praça Mauá. Esse serviço foi encerrado em 1927, logo após a implantação dos novos ônibus com motores de combustão interna, popularmente conhecidos como motores a explosão. As rodas dos ônibus elétricos eram de borracha maciça e o sistema de tração era a base de acumuladores de energia, as baterias. Circulava sem barulho, vibração ou fumaça. Ou seja, era tudo aquilo com que tanto sonhamos, ainda hoje!

Ônibus antigo em frente a edifício clássico.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de um ônibus antigo em frente a um edifício grandioso. Do lado esquerdo, vemos uma árvore com folhas verdes. Ao centro, há um ônibus preto com várias janelas laterais e assentos para passageiros. À direita, está um grande edifício com arquitetura clássica, caracterizado por colunas, cúpulas e detalhes ornamentais. No fundo, mais árvores e uma escadaria são visíveis.

Ônibus elétrico em frente ao Palácio Monroe - 1920 - Augusto Malta

Seguindo a tendência internacional, mais uma vez a Light inovou, ao incorporar às suas atividades um luxuoso serviço de transporte urbano em ônibus – que oferecia mais conforto e abrigo, em veículo dotado de suspensão que assegurava uma viagem mais suave. Em junho de 1926, a The Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Co. Ltd. criou a Viação Excelsior. Assim como havia procedido com os bondes, passou a fabricar as cabines, importando chassis e motores. As primeiras linhas ligavam o Centro à Zona Sul.

Ônibus antigo em frente a edifícios monumentais.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia preto e branco de um ônibus antigo em frente a um edifício monumental. Do lado esquerdo, vemos um grande prédio com várias janelas e detalhes arquitetônicos. Ao centro, há um edifício com colunas e um telhado adornado. À direita, um edifício com cúpulas e decorações ornamentais é visível. No primeiro plano, um ônibus de dois carros está parado, com pessoas dentro dele. A placa do veículo mostra "1805".

Palácio Pedro Ernesto – março de 1930 – Fotógrafo não identificado

Isto possibilitou à Light a divulgação das duas possibilidades então existentes – sem conflitos e em harmonia, enquanto possível foi. Porque mais à frente, nos meados do século, o crescimento da cidade e o aumento exponencial de veículos nas ruas terminaram por tornar os bondes um negócio inviável.

Ônibus antigo em frente a montanha e ponte.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia antiga de um ônibus. A cena mostra o veículo em primeiro plano, com uma estrutura aberta no teto e rodas grandes. Ao fundo, há uma montanha coberta de vegetação. À direita, há construções e uma ponte. Na parte superior direita da imagem, há um quadro com texto que lê "PLATE N° V.I. 278" e "BOX N° 28".

Ônibus da Viação Excelsior – Sem data – Augusto Malta

Era uma experiência radicalmente nova e distinta daquela na diligência puxada a cavalos ou no vagão do bonde, puxado a burro ou movido por motor elétrico. Iniciava-se uma nova fase no transporte urbano naqueles novos carros, todos providos de regulador de velocidade. O motorista era o “chauffeur” e, junto a ele, havia uma caixa coletora para os bilhetes e não se permitia o excesso de lotação. Ao longo das cabines, sobre as janelas, corria uma corda que ao ser puxada, acionava a “cigarra”, o aviso sonoro de parada para o motorista.

Ônibus antigo com assentos e janelas, paisagem ao fundo.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de um ônibus antigo. Do lado esquerdo para o centro, vemos janelas grandes que permitem ver uma paisagem externa com árvores e um céu claro. No centro, há assentos dispostos em fileiras paralelas, com padrões geométricos nos encostos. À direita, também há janelas que oferecem uma visão similar à do lado esquerdo. No teto, há estruturas metálicas que podem ser suportes para cabos elétricos. Na parte superior direita da imagem, há um texto que lê "PLATE N° V.I. 273 BOX N° 28".

Ônibus da Viação Excelsior - Vista Interna – 08/11/1927

Em abril de 1928, os “carros imperiais” de dois pavimentos e logo apelidados de “chope duplo”, começaram a circular entre o Centro e a Zona Norte em duas linhas: Estrada de Ferro - Lapa e Clube Naval - Leopoldina. A novidade fez sucesso. Tinham três eixos, os motores e chassis eram importados da Inglaterra e as cabines de madeira eram fabricadas nas oficinas da Light. Em 1941, já obsoletos, deixaram de circular.

Ônibus de dois andares em rua larga, palmeiras à esquerda, prédio à direita.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia antiga de um ônibus de dois andares. A disposição espacial começa pela esquerda, onde vemos uma série de palmeiras altas, seguidas por uma calçada e um muro. No centro, há um grande ônibus com duas portas laterais abertas, revelando escadas que levam ao segundo andar. O ônibus está parado em uma rua larga, com edifícios à distância. À direita, há um prédio com arcos e janelas. O céu é claro e o sol parece estar alto. Na parte superior direita da imagem, há um texto que lê "PLATE N.V.I. 383 BOX N. 39".

Imperial - Ônibus de dois pavimentos – Sem data – Augusto Malta

Imagem 1 de 2: Imperial - Ônibus de dois pavimentos – Sem data – Augusto Malta