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Rio Memórias

01 de fevereiro de 1964

Igor B. Cardoso

Em resposta às declarações de Bilac Pinto, presidente da União Democrática Nacional (UDN), para quem grupos de “milícias antirrevolucionárias” estariam prontos para um golpe de Estado, o presidente João Goulart (PTB) advertiu que qualquer tentativa de derrubar o governo pela força custaria “muito sangue”.

A forte reação de João Goulart, publicada no

Jornal do Brasil

, expressava o agravamento da crise política brasileira. Aliados do presidente acreditavam que as falas de Bilac Pinto indicavam uma mudança de tática da UDN frente ao governo, passando do “comedimento calculado à agressividade dos velhos tempos da luta contra Vargas”. Daí a necessidade de responder a ofensiva udenista “com outra, nos mesmos termos e no mesmo tom, de modo a tirar do choque o melhor proveito popular”, avaliavam os petebistas.

João Goulart ainda enfatizou que contava com um “sólido dispositivo militar, de caráter legalista e defensivo”, apoiado por uma nova força, a que chamou de “V Exército”, a saber, o poder sindical. Acreditava Goulart que assim implicaria os militares na defesa da legalidade e de seu próprio mandato, o que não se viu dois meses depois.

Jornal antigo em preto e branco sobre política brasileira em 1964.Descrição da imagem: A imagem é um jornal antigo em preto e branco. Está datado de sábado, 1º de fevereiro de 1964, publicado no "Jornal do Brasil". O título principal é "Coluna do Castello" e o subtítulo menciona "Goulart: golpe vai custar muito sangue". O texto aborda a atitude do presidente João Goulart em relação à ofensiva da UDN contra o governo. As linhas são escritas em português do Brasil e apresentam informações sobre a política brasileira na época.

“Goulart: golpe vai custar muito sangue”.

Rio de Janeiro, 1 de fevereiro de 1964. Fundo Jornal do Brasil / Fundação Biblioteca Nacional.

Imagem 1 de 2: “Goulart: golpe vai custar muito sangue”. Rio de Janeiro, 1 de fevereiro de 1964. Fundo Jornal do Brasil / Fundação Biblioteca Nacional.