GrandeTemploIsraelita

Tempo de leitura 2 min

Rio Memórias

Você sabia que a região da praça Onze, o berço da “Pequena África”, recebeu também o apelido de “Bairro Judeu”, devido à expressiva comunidade judaica que lá existia?

Padrão dourado em círculos e linhas geométricas sobre fundo preto.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de um detalhe arquitetônico, possivelmente de uma janela ou uma porta. A imagem mostra um padrão complexo de círculos e linhas geométricas dispostos em um círculo maior. Do centro para fora, os círculos são interligados por linhas retas e curvas, formando um desenho intricado. O fundo é preto, enquanto o padrão é dourado. Não há texto ou cores específicas mencionadas além do dourado e do preto.

Imagem retirada de https://www.grandetemplorj.com.br/

Entre o final do séc. XIX e a década de 1940, imigrantes judeus de várias regiões do globo atravessaram o Atlântico em busca de melhores condições de vida. Fixaram-se na praça Onze e ali ocuparam cortiços e sobrados onde moravam e desenvolviam diversas atividades econômicas: lojas de produtos “kosher”, açougues, escolas, bibliotecas, associações assistenciais, teatros e tipografias.

Não havia um grande templo que unisse judeus de diferentes ritos em uma única sinagoga como um local de culto, casa de estudos e espaço congregacional. Então, nas proximidades da praça da Cruz Vermelha, foi erguido o Grande Templo Israelita, conhecido como “Sinagoga da Rua Tenente Possolo” (antes dele, há o registro de uma sinagoga em um sobrado localizado na Praça da República em 1840).

Imagem retirada de https://www.grandetemplorj.com.br/

Edifício clássico com painel decorativo e elementos arquitetônicos.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de um edifício com arquitetura clássica. A imagem mostra uma parte superior do templo, destacando um grande painel decorativo. Do lado esquerdo, vemos uma árvore parcialmente visível. No centro, o painel apresenta uma cena com elementos coloridos, incluindo um livro aberto e uma paisagem com montanhas e céu azul. À direita, há detalhes arquitetônicos com arcos e colunas ornamentais. O edifício tem uma cor cinza claro, com detalhes em tons mais escuros.

O Grande Templo foi idealizado por Jacob Schneider, um dos mais importantes líderes da comunidade judaica, responsável pela criação do periódico Gazeta Israelita. Para angariar fundos para a construção, pedras com os nomes dos profetas judeus que integram o prédio foram vendidas em leilão além de campanhas de contribuição e venda de títulos de sócio-fundador.

Em um concurso, o projeto escolhido foi o do arquiteto italiano Mário Vodret, posteriormente adaptado pelo arquiteto italiano e judeu Guido Levy. Em estilo eclético e inspirado na arquitetura monumental das sinagogas de Trieste e de Florença, o edifício religioso com torres de 26 m foi inaugurado em 1932, depois de 7 anos de obras. Sua pedra fundamental foi colocada pelo então presidente da República, Washington Luiz. O empresário de comunicação Adolpho Bloch foi um de seus importantes mantenedores e responsável pela última grande reforma. Em 1987, o edifício foi tombado pela prefeitura. Atualmente, são realizadas as principais cerimônias religiosas e é aberto para a visitação pública mediante agendamento.

Imagem retirada de https://www.grandetemplorj.com.br/

Placa verde com inscrições douradas homenageando contribuições para a reconstrução de um templo.Descrição da imagem: A imagem mostra uma placa com homenagens e agradecimentos. A placa é de cor verde e tem inscrições douradas. Está fixada em uma superfície cinza claro. Na parte superior, há uma borda dourada que separa a placa do fundo. As inscrições mencionam contribuições para a reconstrução de um templo e nomeiam três pessoas: Drs. Israel, Daniel e Armando, filhos dos fundadores Wolf e Rosa Klabin. O ano 5748 está ao lado de Wolf e Rosa Klabin, enquanto 1987 está ao lado de Armando.

Outras memórias

Memória 1 de 4: Mesquitas no Rio