"Ô,ô,ô,ô, a Mangueira chegooou!"
Uma das mais populares e tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, fundada em 1928, no Morro da Mangueira, próxima à atualmente desativada estação Mangueira.
Cartola no morro da Mangueira. Acervo Biblioteca Nacional
Vem aí, a Estação Primeira de Mangueira!
Mas… Primeira de Mangueira, por quê? É simples, recebeu este nome porque era a primeira parada do trem, que saía da estação Dom Pedro II para o subúrbio. Onde havia samba, era Mangueira!1
A Karen, estudante da turma GTR301, fez um poema para homenagear a Mangueira. Confira abaixo!
Filho meu não há igual ao teu, Feito dessa terra e desse chão Um povo de carne, de raça, a história de marca da tal miscigenação Desse teu cenário, sálvia, salve-a poesia
Uma noite de samba após mais e mais um dia, Do que há muito tempo que foi O branco enriqueceu E depois de muitas perguntas, de ideias imundas A pergunta que fica é de quem sou eu?
Um brinde às lágrimas que a essa terra tocou, Que a dor de um dia felicidade ter, fertilizou E com o canto do meu bando, Oxalá, meu pai, tenho-me retificando
E é dessa forma, na sensação de um coração Toco no peito, e grito de emoção Ao som do batuque que tenho em mãos
Tua história de glória, ó Mangueira É verde-Rosa a cor da tua bandeira Brilham os festivais da eterna festa Axé, meu pai, da alegria que se manifesta E da chama do amor que nos resta
Poesia autoral por Karen Ignácio Ribeiro Rabello