A casa da marquesa de Santos - edifício atualmente tombado pelo IPHAN - foi presente do imperador Dom Pedro I para sua amante, Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, em 1827. É um belo exemplo de raro exemplar arquitetônico do século XIX, foi uma das primeiras edificações a ser tombada pelo IPHAN, em 1938. O projeto foi feito por Jean Pierre Pezerat, arquiteto do imperador, e adornado com pinturas decorativas de Francisco Pedro do Amaral e trabalhos em estuque dos irmãos Ferrez.
Retrato de Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos. Óleo sobre tela de Francisco Pedro do Amaral. Wikimedia Commons
Em 1829, o romance entre o imperador e sua amante chegou ao fim e o solar foi vendido. Desde então, passou por diversos proprietários, sendo o Barão de Mauá um dos mais famosos.
Na década de 1970 transformou-se em Museu do Primeiro Reinado, que permaneceu aberto ao público até 2012, quando o prédio foi fechado para restauro. Após a reforma, o edifício será ocupado por um novo museu: o Museu da Moda.
Fachada neoclássica do Palácio Marquesa de Santos no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro. Licença Creative Commons
O apoio do BNDES abrangeu a realização de intervenções emergenciais, além da restauração artística dos painéis de um dos salões, como parte do projeto piloto para sua futura restauração.
A Casa da Marquesa é o ponto de partida para apresentar a importância da mulher na história brasileira, na moda e na cultura por meio da preservação da memória no período do reinado de Dom Pedro I no Brasil. A casa está instalada no prédio histórico do Palacete do Caminho Novo, antiga residência da Marquesa de Santos. Por esse motivo, também ficou conhecida como Solar da Marquesa de Santos.
Desenho de Aline, uma das autoras do trabalho.