CASADADONAESTHER

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Rio Memórias

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O Embrião da Portela

Nascida em 14 de fevereiro de 1896, Dona Ester Maria tinha o samba e o Carnaval como verdadeiras vocações em sua vida. Antes de se mudar para Oswaldo Cruz, ela já havia fundado um cordão carnavalesco, no qual atuava como porta-bandeira ao lado do marido, Euzébio. Ao chegar no bairro, o casal rapidamente se integrou à comunidade e abriu as portas de sua casa, com um amplo quintal, para receber festas que ajudaram a moldar o samba carioca e o próprio Carnaval.

Mulher em coque, vestido com renda, colar, fundo desfocado.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga de uma mulher. A imagem é preto e branco. A mulher está de frente para a câmera, com cabelos escuros presos em um coque volumoso no topo da cabeça. Ela usa um vestido com detalhes de renda nas mangas e um colar com um pingente central. O fundo é desfocado, sugerindo uma sala ou ambiente interno.

Retrato de Dona Ester. Retirado de compositoresdaportela.blogspot

Dona Ester é lembrada como uma anfitriã sempre gentil, solícita e caridosa, transmitindo uma imagem maternal marcada por autoridade e respeito. Sua casa, acolhedora e vibrante, foi o palco ideal para intensas trocas culturais entre diferentes gerações e estilos musicais. Ali conviviam o choro, o jongo, o carnaval, o samba de terreiro e as rodas de samba. Além disso, as conversas sobre música e política faziam parte do cotidiano, atraindo figuras ilustres como Donga, Luperce Miranda, Pixinguinha e João da Baiana. Entre os mais jovens, destacam-se Candeia e Jair do Cavaquinho, que aprenderam muito naquele espaço e mais tarde se tornaram portelenses ilustres.

A maior contribuição de Dona Ester, no entanto, foi ter sua casa como ponto de fundação do bloco carnavalesco “Quem Fala de Nós Come Mosca”, considerado o embrião da Portela. Essa agremiação era regularizada e tinha autorização para desfilar no Carnaval, servindo como um “guarda-chuva” para outras iniciativas, como o “Baianinhas de Oswaldo Cruz”, que já reunia os principais fundadores da Portela.

Gravura preto e branco de dois chafarizes distintos, um antigo e um novo.Descrição da imagem: Esta imagem é uma gravura em preto e branco. Ela apresenta dois cenários distintos, um acima do outro. No topo, vemos um antigo chafariz chamado "Antigo Chafariz da Carioca". A estrutura é ornada com detalhes arquitetônicos, incluindo colunas e esculturas. Pessoas estão distribuídas ao redor, algumas parecendo estar interagindo com o chafariz. Abaixo, temos um novo chafariz também chamado "Novo Chafariz da Carioca". Esta versão é mais simples, com uma fachada clássica e menos ornamento. Pessoas estão novamente presentes, algumas puxando carrinhos.

Embora Dona Ester nunca tenha sido integrante direta da Portela, sua atuação como articuladora cultural no bairro e defensora das tradições de matriz afro-brasileira junto às autoridades é incontestável. Por isso, ela é reverenciada até hoje. Um quadro em sua homenagem é destaque na Portelinha. Sua antiga casa, bem conservada e decorada com as cores azul e branca, permanece sob os cuidados de sua família de ilustres portelenses.

Logotipos de empresas e instituições em grupos temáticos.Descrição da imagem: A imagem apresenta um conjunto de logotipos organizados em quatro grupos, cada um com um título superior. Os grupos são "Realização", "Curadoria", "Tecnologias" e "Apóio". Cada grupo contém logotipos de diferentes empresas e instituições. Os logotipos variam em design e cor, com alguns apresentando cores vibrantes e outros em tons mais neutros. A disposição é linear, com os logotipos dispostos horizontalmente dentro de cada grupo.

Outras memórias

Memória 1 de 4: Casa do Candeia