AntigopalacetedeMarechalHermes

Tempo de leitura 2 min

Marya Eduarda Santos Guimarães Alves, Rafaely de Mattos Alves, Karine Cardoso Barbosa dos Santos, Luiza de Jesus Jatobá, Manuella Oliveira Borges

Você sabia que existiu um lindo Palacete no bairro de Marechal Hermes? Ele ficava na rua Boqueirão e abrangia um quarteirão. Foi construído a mando do Marechal Hermes da Fonseca para a sua esposa Nair de Teffé, que além de Primeira Dama entre 1913-14, foi a primeira caricaturista brasileira.

O palacete de Marechal Hermes. Acervo: página do Facebook Marechal Hermes- Cultura, Fatos e Fotos

Mapa antigo de área costeira com campos agrícolas, ilhas e penínsulas.Descrição da imagem: A imagem é uma ilustração antiga, provavelmente uma gravura ou um mapa, representando uma área costeira com várias localidades marcadas. A disposição espacial começa pela esquerda, onde vemos extensos campos agrícolas e algumas áreas densamente arborizadas. À medida que nos movemos para a direita, encontramos várias ilhas e penínsulas, cada uma com seu próprio nome inscrito. No centro, há uma grande ilha principal com várias estruturas e nomes escritos em português. À direita, há mais áreas de vegetação e terrenos planos. O mapa apresenta uma bússola no centro, indicando os pontos cardinais. As cores são predominantemente bege e marrom, com alguns detalhes em verde e azul.

Anos depois o casarão pertenceu a uma família libanesa, que morou no palacete por muitos anos. Eles foram os últimos moradores do palacete que, infelizmente, no início dos anos 80 já estava em ruínas. A herdeira o vendeu e o palacete acabou sendo demolido para a construção de um condomínio de casas, que levou o nome de Condomínio Palacete.

Depoimentos

A minha avó Wadia, minha tia Sara e minha mãe Araçata foram criadas no palacete. Eu era criança e estava lá constantemente. Era lindo, enorme, com várias salas e muitas árvores. Eu corria pelos corredores, ia muito aos quartos de cima, que tinham camas enormes. Lá tinha um telefone preto de manivela, em que eu ligava para a telefonista, passava o número e ela fazia a ligação, isso é algo que eu não esqueço. Lá fora havia muitos pés de jabuticaba e manga, me lembro também que tinha uma piscina. Era muito legal!

Inácio Pontes

Wadia, avó de Inácio, em uma das janelas do palacete. C. 1959. Acervo - Marcos Antônio

Homem sorridente em janela de prédio vermelho.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga de um homem sorrindo, com cabelos curtos e grisalhos. Ele está sentado em uma janela aberta, olhando para fora. A janela tem molduras de madeira clara e está localizada em um prédio com fachada de tijolos vermelhos. Ao fundo, há uma escada de pedra e uma porta de madeira.

Muitas vezes minha avó ficava nessa janela me dando até logo, quando eu estava indo embora, eu tinha uns 14 anos." Inácio Pontes, 70 anos

Quantas lembranças do palacete... Eu lembro dos desenhos das paredes, do banheiro enorme, do telefone de manivela. E da minha vó, claro, e tia Sara. As últimas moradoras do palacete. O palacete pertenceu ao marido da minha tia avó, que morou lá até falecer. Após o falecimento dele, minha tia e meus avós continuaram a morar no palacete até a herdeira vender. Minha família e eu passamos grande parte de nossas vidas no palacete.[...] Célia Murad, irmã de Inácio (extraído do Facebook)

Sara, tia de Célia, Marcos Antônio e Inácio. C. 1950. Acervo - Marcos Antônio

Uma mulher sorridente em casaco com capuz e colar, fundo com padrões geométricos.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia antiga de uma mulher sorridente. Ela está vestindo um casaco com capuz e um colar com pingente. Atrás dela, há uma parede com padrões geométricos.

Eu lembro que tinha pé de tudo quanto é fruta. O noivado da minha irmã Célia foi lá dentro e, como tinham muitos quartos, todos dormiram lá. Eu me lembro também que todo mundo dizia que o palacete era mal assombrado, eu mesmo quando dormia lá, morria de medo.

Marcos Antônio

Fui criado pelos moradores do palacete. Era imenso, tinha 5 entradas e mais de 12 quartos, para encerar o chão levava uma semana. Uma pena que tenha sido demolido, poderia ter sido um museu.

Jacy Pedro

Jacy Pedro no quintal do Palacete. Acervo de Jacy Pedro.

Duas pessoas em pé, terno escuro e blazer claro, em ambiente ao ar livre com árvores desfolhadas.Descrição da imagem: A imagem é uma fotografia antiga em preto e branco. Na cena, vemos duas pessoas em pé, com árvores ao fundo. A pessoa à esquerda está de costas, usando um terno escuro. A pessoa à direita está de frente, vestindo um blazer claro sobre uma camisa branca. Ambos estão em um ambiente ao ar livre, com chão de terra e árvores desfolhadas ao fundo.

“[...] Minha mãe contava muitas histórias: que era um local mal assombrado e depois das 18 horas ninguém passava por lá, por causa de um tal fantasma do Viramundo, que era um capataz e, na madrugada, ouvia-se o galope de seu cavalo. [...] Mas tenho saudades e lamento que foi demolido para construir um condomínio.” Misael Rodrigues (extraído do Facebook)

Entrada do Condomínio Palacete, na rua Boqueirão, Marechal Hermes. Fonte: Google Maps.

Uma rua residencial com carro amarelo, cone de trânsito e casas coloridas ao fundo.Descrição da imagem: Esta é uma fotografia de uma rua em um bairro residencial. Do lado esquerdo, há um carro amarelo parado atrás de uma cerca metálica verde. Um cone de trânsito está no chão à frente da cerca. No centro da imagem, há uma placa com texto em português. Ao fundo, há casas coloridas com telhados inclinados e fios elétricos suspensos no ar.

A casa em que cresci (ainda pertence à minha família) está num dos lotes que compunham o palacete. Cheguei a ver pisos e muros originais. Encontramos vários objetos ao escavar para construir a casa. Havia um ipê roxo magistral em outro lote que, lamentavelmente, também foi derrubado, anos mais tarde...

Pierre Porto

Outras memórias

Memória 1 de 4: A batata de Marechal como um ponto de referência municipal